Domingo, 19 de Maio de 2019
   
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Cuidado com o Relativismo

Pastoral

Algo muito terrível tem acometido a geração atual. Não me refiro a nenhuma catástrofe natural, a um surto de doenças infecciosas ou, quem sabe, como prenunciavam alguns, à Terceira Guerra Mundial. O problema é ainda mais grave e seu poder de destruição, brutal. É um mal capaz de destruir famílias, desintegrar comunidades e aniquilar sociedades inteiras. Refiro-me, porém, ao abandono dos padrões bíblicos e ao desprezo da “verdade absoluta de Deus”.

Note como é comum perceber que as pessoas parecem caminhar sem rumo, como se não soubessem — e, de fato, não sabem — em que direção estão seguindo. Os jovens parecem estar sempre insatisfeitos, como se estivessem aprisionados, buscando saída rumo a um mundo utópico, não palpável e ideológico.

Os mais velhos, todavia, buscam voltar à juventude e, lamentavelmente, comportam-se como “bebezões”. Querendo ser modernos, transformam-se em peças caricatas e, a meu ver, em aberrações. Há marmanjos “quarentões” que não assumem responsabilidades e vivem nas barras da saia de suas mães até hoje. Não produzem nem se preocupam com nada além do seu próprio umbigo.

Recentemente, vi um grupo de mães de “mente aberta” gabando-se do fato de fumarem maconha junto com os filhos. Uma delas, professora de crianças e mãe de dois garotinhos, disse que fazia uso da erva todos os dias antes de suas aulas e que o caminho dos seus filhos até a droga seria natural e inevitável.

Sobre esse completo abandono dos antigos padrões da retidão e do bom senso, o teólogo americano R. J. Rushdoon diz: “Numa sociedade enferma, a velhice é desprezada e o jovem se sente aprisionado e rebelde. (...) Os homens se rebelam contra aquilo que veem como uma maturidade vazia em prol de um novo começo, um novo princípio. (...) Culturalmente, isso significa uma repulsa contra as normas e padrões maduros estabelecidos”.

A máxima homo mensura (o homem é a medida de todas as coisas), de Protágoras (490 a.C.), parece ser o grande slogan da época em que vivemos. Na verdade, como bem lembrou R. C. Sproul, podemos dizer que o grande precursor dessa mentalidade foi a própria serpente, quando disse “vocês serão como Deus” (Gn 3.5). Isso faz de Protágoras um plagiador de ninguém menos que o próprio Satanás.

A ideia que procede dessa mentalidade do homo mensura é a de que o conhecimento começa e termina no ser humano. O que restringe o conhecimento, portanto, são as percepções do indivíduo — que variam de pessoa para pessoa —, de modo que algo pode ser verdadeiro para alguém e falso para outro. Temos, então, o relativismo e, consequentemente, a falta de absolutos e padrões perenes.

Se você é um cristão de verdade, saiba que tem um grande desafio: o de contradizer o mundo. Nós somos diferentes! Não somos adoradores de nós mesmos. Não vivemos para satisfazer nossos desígnios e nem, tampouco, limitamos o conhecimento verdadeiro às nossas experiências. Fomos resgatados das trevas (Cl 1.13), de onde vivíamos para satisfazer as vontades da nossa carne e seguir nossos desejos e pensamentos (Ef 2.3). Sabemos, agora, em que direção seguir (Jo 14.6). Temos um padrão a ser imitado (1Co 11.1; 1Pe 2.21), um dever a ser cumprido (Mt 28.19-20) e uma grande esperança (Cl 3.4).

Que enquanto peregrinamos na Terra, nunca nos esqueçamos de quem éramos e em que Deus nos tornou. Que nunca deixemos de lado os padrões estabelecidos por Deus, contidos em sua Palavra. Minha sincera oração é que sejamos jovens, adultos e velhos consagrados a Deus, perfeitamente conscientes do nosso papel e que nunca sejamos distraídos e pervertidos pelo “canto da sereia do relativismo”.

Que Deus nos ajude!

Robson Maciel Alves


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