Terça, 11 de Agosto de 2020
   
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Os Dois Males de Todos os Tempos

Pastoral

Em uma clínica missionária, fui solicitado a ajudar outro profissional que tinha dificuldades de conter um sangramento resultante de uma extração dental que atingiu uma área extensa. A princípio, imaginei se tratar de algo corriqueiro. Mas, depois de ver o tamanho da região atingida e de saber que já havia seis horas que a paciente estava perdendo sangue, realmente temi por sua vida. Imediatamente pedi soro fisiológico – não tinha! Pensei comigo: “Então, vamos levá-la para um hospital” – desisti da ideia, pois estávamos a um ou dois dias de barco do hospital mais próximo. Tendo em mãos essas duas impossibilidades, recorri à oração e à criatividade. Com uma gaze recheada de açúcar – glicose é um dos fatores de coagulação sanguínea – e anestésicos com vasoconstritor, Deus me abençoou a fim de conter o sangramento que podia terminar em tragédia. Entretanto, até hoje me arrepia saber que, muitas vezes, aquelas duas impossibilidades – a ausência de material e a distância dos postos de atendimento médico – custam a vida de pessoas que poderiam facilmente ser socorridas.

Infelizmente, não é apenas a saúde física que sofre com dificuldades como essa. A saúde espiritual também encontra barreiras que impedem seu desenvolvimento. Basta observar nossa sociedade e ver que há dois grandes males nesse sentido: a “insensibilidade com o pecado” e a “religiosidade nominal”. Contudo, quando olhamos para as Escrituras, notamos que esses males atingiram homens de todos os tempos. O profeta Joel, por exemplo, não apenas viu tais problemas nos seus dias como também os acusou. Ele, que provavelmente atuou na segunda metade do século 9 a.C., viu o Senhor aplicar os castigos previstos na lei mosaica (Lv 26; Dt 28) em resposta à desobediência do povo israelita. O meio utilizado por Deus foi uma enorme praga de gafanhotos (1.4,6) que acabou com toda a lavoura de uva, de grãos e das demais frutas (1.5,7,10-12). Até os rebanhos sofreram com a fome produzida por esse ataque severo (1.18). Como se isso não bastasse, uma seca rigorosa acabou com o pouco que restou (1.20). A carestia passou a ser tão grande que até no Templo faltaram as ofertas que serviam de sustento aos sacerdotes e levitas (1.9,13).

Tomando como exemplo o sofrimento dos seus dias, Joel anunciou um sofrimento futuro ainda maior, por mãos de um exército poderoso que marcharia para Israel em uma ocasião que ele nomeou como “o Dia do Senhor” (2.1-11). Assim sendo, ele toma como base o juízo presente e o anúncio do juízo futuro para chamar o povo a uma verdadeira conversão a Deus. Ao fazê-lo, o profeta aponta os dois males vividos por aquele povo rebelde e pecador, cujo exemplo é seguido por homens de todos os lugares e de todas as eras.

O primeiro mal é a insensibilidade com o pecado. Assim como nos nossos dias, aquela sociedade não sentia tristeza pelo pecado. Antes, considerava-o natural e fonte de alegria. Por isso, vinham se afastando de Deus e se entregando ao culto de outros deuses, perderam o temor a ponto de se tornarem cada vez mais injustos e corruptos fazendo sofrer os desamparados, tornaram-se insensíveis diante da imoralidade e, ainda, começaram a ser desleixados com os cultos do Deus verdadeiro. Por isso, o profeta os chama a uma conversão genuína, de todo coração: “Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto” (2.12). Isso ia além de atos religiosos. Necessitava um arrependimento real diante dos pecados que eles cometiam, o que seria expresso em jejuns, choro e pranto. Assim, a conversão a Deus passa obrigatoriamente pela tristeza e abandono do pecado.

O segundo mal é a religiosidade nominal. É certo que havia muita gente religiosa entre os que estavam sofrendo o castigo divino. Na verdade, os israelitas, de modo geral, participavam das festas oficiais exigidas na lei mosaica e se diziam adoradores do Deus de Israel. Contudo, a punição veio evidenciando se tratar de uma religiosidade falsa e nominal, ou seja, somente da boca para fora. Por isso, o profeta especifica que tipo de arrependimento os israelitas deveriam buscar: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso” (2.13a). Rasgar as vestes era um sinal de tristeza. Contudo, Deus não queria ver sinais externos de arrependimento que não refletissem o íntimo de cada um. Assim, o profeta faz um trocadilho e diz “rasgai o vosso coração”, transmitindo a ideia de tristeza e arrependimento verdadeiros, um quebrantamento genuíno, não como parte de um ritual morto. Feito isso, há, novamente, nas palavras do profeta, o convite à conversão baseada no fato de que Deus é misericordioso, ou seja, está pronto a perdoar e salvar o pecador arrependido.

Que recado para os nossos dias! Como é nítido o modo como o mundo considera normal o pecado! Na verdade, o que é ofensivo a Deus recebe divulgação, entra “na moda” e é imitado em toda parte. Por outro lado, vivemos diante de um sem-número de igrejas. O que pode sugerir um avivamento no Brasil, na verdade não passa de uma busca interesseira por parte de pessoas que mantêm uma religião nominal que não conhece a conversão ao Senhor. Se alguém tem um problema ou um objetivo inatingível é muito provável que busque uma igreja para tentar alavancar tais propósitos. É por isso que, mais do que nunca, os crentes que foram convertidos ao Senhor por meio da fé em Cristo têm a responsabilidade de pregar o Evangelho e demonstrar com suas vidas que a mensagem da salvação é verdadeira. Temos de ter uma vida diferente daquela que o mundo exibe! Ainda que nos desprezem, temos a certeza de servir ao Deus verdadeiro e a esperança da vitória final: “Sabereis [...] que eu sou o Senhor, vosso Deus, e não há outro; e o meu povo jamais será envergonhado” (Jl 2.27).

Pr. Thomas Tronco

 

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