Quarta, 05 de Agosto de 2020
   
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Você Acredita em Deus?

Pastoral

Nessa semana, um amigo me disse ter sido bombardeado por protestos e chacotas contra sua fé em Deus na Bíblia, na criação, na salvação em Cristo e na vida eterna. Na verdade, todos nós que cremos já fomos alvos de ataques ateístas como esse. E ele sempre vem na forma de acusações à nossa fé e não na forma de defesa e prova dos pressupostos contrários às Escrituras e à fé cristã. E sempre com um rótulo bastante discutível de “baseado na ciência”.

Nesse sentido, também nesta semana, recebi por e-mail um texto anônimo genial que demonstra em que bases o “ateísmo” julga a existência de Deus e a vida além da realidade que agora vemos:

 

No ventre de uma mulher, dois gêmeos dialogam:

– Você acredita em vida após o parto?

– Claro! Há de haver algo após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

– Bobagem, não há vida após o nascimento. Afinal, como seria essa vida?

– Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comamos com a nossa boca.

– Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Além disso, andar não faz sentido, pois o cordão umbilical é muito curto.

– Sinto que há algo mais. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.

– Mas ninguém nunca voltou de lá. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

– Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

– Mamãe? Você acredita em mamãe? Se ela existe, onde ela está?

– Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela não existiríamos.

– Eu não acredito! Nunca vi nenhuma mamãe, não existem provas científicas de que ela exista. Por isso, é claro que ela não existe.

– Mas, às vezes, quando estamos em silêncio, posso ouvi-la cantando ou senti-la afagando nosso mundo. Eu penso que, após o parto, a vida real nos espera; e, no momento, estamos nos preparando para ela.

O interessante é que as posições tacanhas e arrogantes do nenê que não acredita na existência da mamãe são as mesmas posições “sábias” e “lógicas” (digo isso ironicamente) daqueles que hoje professam não crer na existência de Deus. Fica nítido o fato de que o ateísmo não se baseia realmente na ciência. Na verdade, suas “pressuposições” guiam e contaminam todo o processo científico para que, ao final, se encontre algo que foi determinado por eles antes de tudo: “Que não existe um Deus criador, santo e redentor”. Assim sendo, não há outra conclusão: “O ateísmo não se baseia na ciência, mas na religião que crê que não há Deus”.

A principal dificuldade é que essa não é uma religião fácil de manter. É necessário que o ateu se convença o tempo todo de que o que se vê por meio da criação não são os “atributos invisíveis de Deus” (Rm 1.19,20), de que não é soberba nem insensatez dizer que “não há Deus” (Sl 10.4; 14.1) e de que há algum sentido na vida daqueles que não têm a esperança da vida eterna (1Co 15.19; Ef 2.12). Não é fácil ser ateu! Essa é uma religião que exige determinação, obstinação e endurecimento contra Deus. E o pior de tudo é que, contrário ao esforço que fazem, algo gravado dentro deles sempre aponta para o Senhor (Rm 2.15).

Assim, se a religião dos ateus afirma a inexistência de Deus porque nunca o viram, que pese sobre eles a sentença proclamada por Friedrich Nietzsche, seu próprio profeta: “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música”. Mas para aqueles que têm fé no Senhor Jesus Cristo e nas santas palavras de Deus, que lhes sirva de ânimo e esperança a própria definição bíblica da fé: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb 11.1).

Pr. Thomas Tronco

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