Sexta, 05 de Março de 2021
   
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Mestre da Palavra e das Palavras

Pastoral

Você já ouvir falar as palavras todes, leite humano, meninx, elu, amigues, brasileire, sue, nãe? Infelizmente, esse tipo de vocabulário está cada dia mais presente no cotidiano das pessoas. Desde aquele artigo na revista conceituada, nas dissertações de universidades, nas campanhas publicitárias e até na caixa de suco no supermercado.

Esses neologismos foram criados com o nefasto objetivo de normalizar a identidade de gênero escolhida por cada pessoa (homossexuais, lésbicas, trans, não-binários, etc.). Sob a desculpa de não ofender e discriminar essas pessoas, o mundo está torcendo a língua portuguesa ao criar essas aberrações linguísticas. 

E muitas pessoas que ainda não incorporaram esse vocabulário peculiar são perseguidas e canceladas na Internet. Em breve, os que não aderirem a esse léxico serão demitidos de seus empregos, banidos das redes sociais, impossibilitados de negociar com empresas e multados pelo Estado. 

No entanto, enquanto os incrédulos se preocupam em deseducar, o homem de Deus tem um compromisso constante com a educação de sua linguagem. O crente não visa a se adequar à ditadura do politicamente correto, mas, com guardas na boca, comunica-se com o intuito de glorificar a Deus e edificar os que estão ao seu redor (Pv 1.5; Ef 4.29). 

Não há quem escape da força avassaladora da língua (Tg 3.2) e do seu poder destruidor (Tg 3.6). Todavia, notadamente, aqueles envolvidos com o ensino na igreja devem mostrar domínio não somente da Palavra, mas de suas próprias palavras (Tg 3.1,13). Ao passo que o mundo, mesmo sob intensa inspeção vocabular alheia, afrouxa as rédeas morais do linguajar, o cristão não sucumbe à indecência lexical (Cl 3.8). 

Pelo contrário, convém ao homem de Deus se comunicar com linguagem sadia e irrepreensível, não oferecendo ao inimigo acusação nenhuma nessa área (Tt 2.8). Aliás, o vocabulário é mais um modo de evidenciar a longínqua diferença entre crentes e incrédulos. Pois, mesmo sem assentir com os absurdos linguísticos criados pelos perversos a fim de reforçarem sua agenda, o cristão mantém exemplar e íntegro seu comportamento perante todos (1Pe 2.12). 

É fundamental, portanto, que a igreja não sucumba ao politicamente correto e tampouco permita línguas soltas e indecorosas em seus púlpitos e salas de aula. O mesmo Deus que, por sua palavra, criou o universo, requer dos crentes linguagem sadia, apurada e irrepreensível, sem jamais adequar a Palavra santa às modernidades criadas pelos homens (1Ts 2.5-6; 1Co 2.1).   

Pr. Isaac A. Pereira

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