Terça, 11 de Agosto de 2020
   
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De Mãos Dadas com o Inimigo

Pastoral

Há pouco mais de um mês, George Floyd, um estadunidense negro, foi morto por um policial em Minneapolis, EUA. A morte desse homem fez eclodir uma convulsão civil sem precedentes, e intensificou ainda mais a discussão acerca de problemas sociais como o racismo.

É importante frisar que o cristão não é deste mundo (Jo 17.16), mas precisa encarar os problemas aqui presentes (Jo 17.15) de modo a promover a justiça e a paz (Rm 12.18; Tg 3.18). Questões como racismo, desigualdade, meio ambiente e violência, entre tantos outras, precisam ser enfrentadas à luz dos mandamentos bíblicos para a construção de uma sociedade equilibrada e sustentável.

A Bíblia aborda os diversos problemas que acometem nossa sociedade moderna e estabelece diretrizes para o tratamento de cada um deles:

 

1.   Meio ambiente (Gn 1.26-28; Lv 25.1-7; Rm 8.20-22; Ap 21.1);

2.   Racismo (Gl 3.28; Cl 3.11; Fp 2.1-4)

3.   Assistência social (At 2.42-46; 6.1-7; 1Ts 3.10; 1Tm 5.3-16);

4.   Violência contra mulher (Ef 5.25-29; 1Pe 3.7);

5.   Desigualdade social/econômica (Cl 3.22-24; 1Tm 6.17-19; Tt 5.1-8; 1Pe 2.18-19);

6.   Poder de polícia e autoridade (Rm 13.1-7; 1Pe 2.13-17).

O cumprimento dessas diretrizes bíblicas concebe uma sociedade pacífica e justa. Esses preceitos, no entanto, só podem ser implementados sob a égide do evangelho. As soluções que o mundo propõe para os problemas acima, além de partirem de premissas erradas (iluminismo, evolução, progressismo, potencial humano, etc.), são comprovadamente ineficazes.

Diante de eventos trágicos como a morte de George Floyd, o cristão, inadvertidamente, posiciona-se ao lado dos justiceiros sociais e faz coro na reivindicação por justiça e condições sociais igualitárias.

No entanto, o cristão que se alia ao mundo na defesa de pautas supostamente comuns (racismo, feminicídio, igualdade social) age com ingenuidade e/ou ignorância. É como uma ovelha que abraça o lobo na reivindicação por equidade, mas desatenta-se para a real intenção do lobo, que é matar e exterminar a ovelha. No cerne das intenções, o crente não tem nenhum interesse em comum com o incrédulo (2Co 6.14-17).

Nossa bandeira e bramido neste mundo perdido precisam ser, exclusivamente, o evangelho. E é justamente por causa dessa mensagem que somos perseguidos há mais de 2 mil anos (2Tm 3.12), visto que tal solução — Cristo e a igreja — os incrédulos desprezam e lutam ferozmente para que desapareça.

Na “Cidade de Deus” há solução para todos os problemas sociais citados, podendo ser experimentada e contemplada no convívio da igreja local. Mas o descrente não quer adentrar suas portas. Pelo contrário, reuniu seus pares para sitiá-la e investir contra ela com o único objetivo de derrubá-la, não obstante seu insucesso (Mt 16.18).

Já o cristão-social-democrata que esperneia na Avenida Paulista contra o racismo, mas trata os irmãos com parcialidade na igreja por conta de sua cor de pele ou condição social, é um hipócrita. Do mesmo modo, é repulsivo aquele que exige do Estado o sustento dos mais pobres e não move um dedo no conhecimento e satisfação das necessidades dos irmãos na igreja local.

Nosso engajamento social tem local determinado para acontecer: a igreja de Cristo. A nossa mensagem tem conteúdo específico: o evangelho de Cristo. Assim, quando levantarmos nossa voz diante dos homens, que seja com o mesmo conteúdo e destemor daquela — a de João Batista — que clamou no deserto (Mc 1.3), sem esquecer, todavia, do modo cruel com que ela foi silenciada pelo mundo (Mt 14.11).

Pr. Isaac A. Pereira

 

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