Domingo, 05 de Julho de 2020
   
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Os Vírus do Bem

Criacionismo

Os vírus foram descobertos no final do século 19, a partir dos estudos independentes realizados por Dmitri Iwanowski e Martinus Beijerinck, em 1892 e 1898, respectivamente. Esses pesquisadores buscavam identificar o agente causador do mosaico do tabaco — uma doença que deixava as folhas de tabaco manchadas e comprometia uma indústria muito lucrativa, inclusive para o Brasil. Todavia, foi apenas na década de 1940, após a invenção do microscópio eletrônico, que os vírus, de tamanhos tão diminutos como 20 nanômetros, foram visualizados.

Desde então, a reputação dos vírus é esmagadoramente negativa por suas características patogênicas como as que temos sofrido com o coronavírus de Wuhan, oriundo da China, que se espalhou agressivamente por todo mundo entre 2019 e 2020. Entretanto, nos últimos anos, cientistas em todo mundo têm publicado que há vasta quantidade de vírus “bons” e que eles são necessários para a manutenção do equilíbrio ecológico e a preservação da saúde humana.

Alguns evolucionistas cogitam que os vírus “evoluíram” das bactérias por processos de seleção natural. Nesse processo, eles “perderam” todas as estruturas proteicas complexas encontradas nas bactérias. Outros cientistas especulam que ocorreu uma simbiose reversa e que os vírus surgiram de componentes celulares, como plasmídeos bacterianos e outras organelas, e, eventualmente, evoluíram para formas de vida distintas.

Na direção contrária ao descrito acima, outros pesquisadores levantam a hipótese de que os vírus foram a primeira forma precursora de vida e que as bactérias evoluíram a partir deles — assim como todas as espécies! De qualquer forma, não existe, até o momento, consenso na comunidade científica sobre como os vírus surgiram e todas as hipóteses descritas apresentam fragilidades.

Há, no entanto, consenso na comunidade científica de que os vírus exercem um importante papel na ecologia e na manutenção da vida em nosso incrível planeta. O problema é que os vírus “bons” não fazem manchetes vendáveis como a pandemia da Covid-19. Alguns exemplos interessantes e mais próximos de nosso cotidiano estão descritos abaixo.

Em plantas, os vírus podem amenizar os efeitos do estresse abiótico (aspectos físicos, químicos ou físico-químicos do meio ambiente, tais como a luz, radiação solar, temperatura, vento, água, composição do solo e pressão, dentre outros) como solos geotermais com temperatura ao redor de 50 °C.

O Parque Nacional de Yellowstone (EUA) possui uma vegetação (grama) colonizada por um fungo endofítico que está infectado por um vírus. Essa simbiose mutualística planta-fungo-vírus confere a resistência necessária para que sobrevivam em circunstâncias tão inóspitas.

O sistema intestinal de seres humanos é riquíssimo em vírus e há um volume crescente de estudos científicos nesse campo. Muitos dos vírus do intestino são conhecidos como bacteriófagos (“comedores de bactérias”). Esses vírus auxiliam no controle das populações de bactérias residentes no intestino, além de influenciar a expressão de genes bacterianos relacionadas ao processo de digestão.

Até mesmo em doenças que afligem a humanidade, os vírus podem exercer benefícios. Seres humanos infectados com o vírus da hepatite G não apresentam nenhum sintoma. Todavia, humanos simultaneamente infectados com o vírus HIV (vírus da imunodeficiência humana) possuem progressão da doença menos agressiva com a diminuição da quantidade de receptores para entrada do HIV, diminuição da replicação do vírus entre outros efeitos.

Diante de tudo isso, nós cristãos contemplamos a bela função que Deus projetou para os vírus e o restante da criação, mas que foi, infelizmente, maculada — até ao nível de nanômetros — pela entrada do pecado no mundo. Por outro lado, sabemos que a redenção da criação descrita na Escritura (Rm 8.19-21) é tão poderosa e completa que nem mesmo nanômetros serão excluídos.

Ev. Leandro Boer

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