Sábado, 07 de Dezembro de 2019
   
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Santidade

Pastoral

Nesta semana, alguém me disse que, de tempos em tempos, os pastores precisam trazer coisas óbvias à mente das suas ovelhas. É a mais pura verdade. Ao contrário do que muita gente pensa, nenhum pastor vive em um mundo de grandes aventuras intelectuais em que, a cada dia, descobre e proclama uma verdade nova e vibrante.

Longe disso, muito do trabalho dos pastores consiste apenas de repetir, por anos a fio, as mesmas coisas às mesmas pessoas, amargando a crescente certeza de que amanhã terá de ensinar tudo de novo.

É com essa sensação que vou tratar aqui do velho tema da “santidade”, escrevendo só um pouquinho sobre isso, até porque, segundo penso, todo mundo já ouviu o bastante acerca do assunto.

Bem, vamos lá...

O vocábulo “santidade” (do grego ἁγιωσύνη e ἁγιότης), quando aplicado à realidade humana, é a qualidade do indivíduo que se afasta de toda impureza com o fim de ser usado por Deus. Associada a esse termo, há também a palavra “santificação” (ἁγιασμός).

Em sentido ético, santificação é o afastamento do que é impuro (1Co 7.14; Ap 22.11). Já em sentido funcional, santificação é o preparo ou a consagração de algo ou alguém para uma determinada obra apontada por Deus (Jo 17.19; 2Tm 2.21).

Obviamente, essas palavras estão conectadas ao verbo “santificar” (ἁγιάζω), que, a rigor, é a prática de promover a santidade ou dar andamento à santificação em um dos seus sentidos. Santificar é também o ato de honrar algo ou alguém de forma especial, reconhecendo sua magnificência e pureza (Mt 6.9; 1Tm 4.3-5; 1Pe 3.15).

Tudo isso é muito interessante e instrutivo. Porém, há pelo menos mais quatro verdades sobre a santidade que precisam ser frisadas e fixadas em nossa mente.

Primeiro, temos de aprender que a santidade procede da graça de Deus, não tendo conexão alguma com a sabedoria deste mundo (2Co 1.12, em que ἁγιότης aparece como leitura alternativa para ἁπλότης).

Em segundo lugar, é preciso destacar que a santidade tem uma dinâmica de crescimento que só pode ocorrer sob o temor do Senhor (2Co 7.1).

Uma terceira verdade é que a santidade é fortalecida por meio do amor aos irmãos (1Ts 3.11-13).

Em quarto e último lugar, todo crente precisa saber que a santidade procede, dentre outras coisas, da dura disciplina de Deus sobre seus filhos (Hb 12.10).

Cada uma dessas verdades pode ser tema de vastas exposições, mas não estou disposto a escrever um livro justo agora. Por isso, eu apenas as enumero aqui na certeza de que, muito em breve, terei de repeti-las.

Pr. Marcos Granconato

Soli Deo gloria

 

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