Sábado, 14 de Dezembro de 2019
   
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Jesus e as Tilápias

“Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. (...) Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe” (Jo 21.12-13).

O Brasil é o quarto maior produtor mundial de tilápia, atrás de China, Egito e Indonésia, com volume de mais de 720 mil toneladas e faturamento de mais de R$ 5 bilhões para a nossa economia, segundo a Associação Brasileira de Piscicultura. Embora a tilápia tenha sida introduzida no Brasil em 1953, foi apenas em 1996, com a chegada de uma linhagem do Nilo (Egito), melhorada na Tailândia, que a produtividade alcançou números tão expressivos. A tilápia é uma maravilhosa criação de Deus para o sustento da humanidade, visto que o peixe se ajusta com facilidade ao ambiente, pode ser criada em cativeiros, é muito resistente, reproduz-se o ano inteiro e alimenta-se de tudo, incluindo fezes de outros animais.

O padrão alimentar poderia justificar o fato de Pedro, seguindo as orientações de Jesus, ter encontrado um estater (moeda) dentro de um peixe (tilápia?) para que pagassem seus impostos (Mt 17.27). Aliás, no Mar da Galileia, o peixe é abundante, fica próximo à superfície e às margens, podendo ser pescado em grande quantidade por redes rudimentares que os apóstolos de Jesus provavelmente usavam (Jo 21.8). Ademais, é uma incrível fonte de proteína. Em 100 gramas de sua carne, suave ao paladar, há 26 gramas de proteína — e apenas 128 calorias.

Ainda mais impressionante é a quantidade de vitaminas e minerais na tilápia, pois é rica em niacina, vitamina B12, fósforo, selênio e potássio. Tais propriedades nutricionais e o fácil cultivo em cativeiro fazem da tilápia objeto de estudos da Nasa na busca de soluções nutricionais para futuros colonizadores de Marte. E se poderia até ser usada em Marte, tão inóspito, não seria de se admirar que fosse uma solução para a carência de alimentos no Nordeste brasileiro como tem sido implementado para o sustento de comunidades inteiras!

E foi no Nordeste de nosso país, no Ceará, que se descobriu que a pele de tilápia, riquíssima em colágeno e umidade, devidamente esterilizada, poderia ser uma solução fantástica e econômica para o tratamento de extensas e dolorosas queimaduras em seres humanos. Várias publicações científicas brasileiras têm atraído o interesse da comunidade científica internacional com a significativa aceleração da reepitelização das áreas queimadas com menor necessidade de analgesia do que as bandagens convencionais ou sintéticas, que são bem mais caras. Os benefícios da pele de tilápia estão sendo estudados por diversos grupos no mundo e a provisão de Deus para o ser humano também tem abençoado animais da criação.

Em dezembro de 2017, um grande incêndio da Califórnia (Thomas Fire) destruiu milhares de hectares juntamente com sua fauna. Dois ursos e um puma, sobreviventes e queimados, foram tratados pelos veterinários californianos com pele de tilápia, emocionando a todos quando os animais puderam se apoiar novamente sobre suas patas queimadas, já que a reepitelização havia ocorrido muito rapidamente. Nisso tudo vemos a graça de Deus se manifestando, também, por meio da biomimética, área da ciência que tem por objetivo o estudo das estruturas biológicas e suas funções, procurando aprender com a natureza (a criação) suas estratégias e soluções (desenho divino), e utilizar esse conhecimento em diferentes domínios da ciência.

A graça de Deus, manifestada em Jesus Cristo, provê o sustento para humanidade (Mt 6.25-34) e a tilápia — provavelmente o peixe que Jesus mais comeu em sua presença terrena — é um exemplo do zelo e amor que Deus possui com a humanidade e todos os animais. No versículo inicial desse texto, Jesus, ressurreto, provavelmente alimentou os apóstolos com tilápias e continua alimentando, ainda hoje, espiritualmente, todos os homens e mulheres que são pescados para o Senhor das tilápias (Cl 1.16) dia após dia. Outrossim, como as tilápias, que alimentam, também servem para o tratamento de queimaduras, o Cristo que nos alimenta igualmente nos proporciona alívio e cura oriundos das queimaduras e chamuscamentos da vida de pecado que vivíamos outrora. Graças a Deus por tanto amor, alimento e alívio.

Ev. Leandro Boer

 

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