Quarta, 20 de Novembro de 2019
   
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O Ultimato de Deus

Pastoral

Nessa semana, estreou no cinema o filme que promete quebrar todos os recordes de bilheteria da história, Vingadores: Ultimato. De fato, a pré-venda dos ingressos para esse filme já é a maior registrada, podendo chegar a inéditos trezentos milhões de dólares em seu primeiro fim de semana de exibição. Há, inclusive, a previsão de que Vingadores: Ultimato desbanque Avatar (2009) do pódio dos filmes com maior arrecadação em toda existência da sétima arte, com arrecadação estimada em três bilhões de dólares.

A grande expectativa ocasionada em torno desse filme ocorre porque ele põe fim à saga iniciada com o lançamento do filme Homem de Ferro, em 2008. Depois deste, pelo menos dois filmes foram lançados anualmente, os quais adicionavam mais heróis e explicavam suas origens e contribuição para o Universo Cinematográfico Marvel. Hoje, 21 filmes depois, sabemos que Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Hulk, Homem Aranha, e até o Homem Formiga, serão responsáveis por salvar o universo do temido e poderoso vilão Thanos.

Se você não faz ideia de quem são os personagens acima, até já ouviu falar do Homem Aranha, mas não imagina quem é Thanos, ou não gosta de super-heróis e prefere um filme de drama, comédia, suspense ou baseado em fatos reais, saiba que o sucesso desse filme, que atrai milhões ao cinema, é inspirado por um enredo bem familiar, especialmente no meio cristão.

Sem spoiler, a trama por detrás dos Vingadores é muito simples: o mundo estava bem, funcionando perfeitamente, até que o mal entrou em cena por meio do vilão que traria morte a muitas pessoas. Desse modo, os super-heróis de todo universo se uniram para combater este vilão e restaurar a paz em todo lugar. Esse enredo soa familiar?

A exemplo do que ocorre no Universo Cinematográfico Marvel, toda boa história, seja nos filmes ou na literatura, é composta por três partes, nessa ordem: criação (ideal), queda (rompimento), redenção (restauração). Podemos averiguar esse padrão em dramas como Os miseráveis, de Victor Hugo; romances, como Orgulho e Preconceito, de Jane Austen; e fantasias como O senhor dos anéis, de J.R.R. Tolkien.

Todas essas histórias parecem seguir o mesmo molde arquitetado pelo Diretor da história da humanidade. Deus criou e fez tudo funcionar de modo ordenado e perfeito (Gn 1.31), estabelecendo o cenário ideal para o personagem homem atuar conforme o script (Gn 2.7,19,25). Entretanto, a ordem vigente fora rompida pela queda (Gn 3.7,11-19,23), subjugando o homem à escravidão do pecado (Rm 6.6) e subvertendo a natureza criada (Rm 8.19-22).

É por isso que as tragédias são impopulares, pois se a história do mundo terminasse no segundo ato, não haveria graça — somente literal desgraça. Mas o Diretor rompe a quarta parede e faz o protagonista, Jesus Cristo, entrar em cena (1Jo 4.9-10) inaugurando, assim, a terceira fase da história: a redenção. Doravante, o homem, coadjuvante, terá uma chance de ver a paz com o Diretor restaurada (Rm 5.1).

Entretanto, o clímax da história, descortinado há dois mil anos e responsável por inaugurar um novo ato na trama humana, não é o último parágrafo dessa narrativa. Assim como Vingadores: Ultimato selará a ficção dos super-heróis da Marvel, a humanidade aguarda ansiosamente o capítulo final de sua crônica (At 3.21). A exibição pública da justiça de Deus (2Pe 3.10-13) encerrará com chave de ouro o espetáculo universal.

O que era para ser apenas obra de ficção, gerou tremenda expectativa e ansiedade e levará milhões ao cinema para torcer, rir e chorar por seu personagem favorito. Ainda maior há de ser nossa esperança e anseio por eventos reais e constantes do script da infalível Palavra de Deus, levando-nos não ao cinema, mas a agir já no presente episódio de acordo com as ordens do Diretor (2Co 7.1; 2Pe 3.14).

Alerta de spoiler! Assim como toda boa história, no fim desse enredo haverá completa restauração (Ap 21.3-7), mas somente para aqueles que seguiram os passos do protagonista Jesus e se tornaram coadjuvantes na peça de Deus (Rm 8.17, Ap 22.14). Para os que se mantiveram do lado vilão da história e encerraram sua atuação no segundo ato, só lhes resta experimentar o ultimato de Deus e contracenar a mais triste e sombria tragédia (Ap 21.8; 22.15).

Isaac Araujo Pereira

 

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