Quinta, 06 de Agosto de 2020
   
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Um Anticristo Chamado Bento XVI

Pastoral

O Anticristo é um personagem escatológico que, segundo a Bíblia, aparecerá nos últimos dias dominando a política mundial, fazendo prodígios extraordinários, exigindo adoração a si mesmo e perseguindo o povo de Deus.  A Bíblia também o chama  de Iníquo, Homem de Iniqüidade e Besta (2Ts 2.3-10; Ap 13.1-8).

Ao longo da história, em tempos de crise, muitas pessoas, acreditando que o mundo estava prestes a acabar, tentaram relacionar o Anticristo a certas figuras de destaque. Só no século 20, inúmeros candidatos foram apontados como o Anticristo escatológico. Adolph Hitler, João Paulo II, o Dalai Lama e até Ronald Reagan são alguns exemplos. Nos dias modernos o nome mais cotado é o de Barack Obama!

Um fato considerável, porém, é que, por mais que nomes novos surjam disputando o espaço do Anticristo na mente das pessoas, uma figura em particular está sempre entre eles: a figura do papa. Com efeito, desde os tempos da Reforma Protestante, os evangélicos teimam em afirmar que o papa é a Besta, tentando mostrar o modo como ele se encaixa na descrição bíblica do “Homem de Iniqüidade”.

Se, contudo, o crente quiser ser cuidadoso e evitar afirmações ousadas, deve reconhecer que nas Escrituras existem dois tipos de anticristo. Há o Anticristo escatológico, aquele previsto no Apocalipse, que reinará durante a Grande Tribulação e que o próprio Senhor matará por ocasião da sua vinda; e há também os anticristos habituais, manifestos desde os tempos dos apóstolos e que se multiplicam sem parar, ameaçando a igreja em todas as épocas. Esse último tipo de anticristo não tem necessariamente poder mundial. Antes, sua marca principal é a perversão da verdade e a propagação de doutrinas diabólicas.

O Apóstolo João fala sobre essa segunda classe de anticristos, dizendo que vários deles já existiam no seu tempo (1Jo 2.18). Naqueles dias, uma das principais doutrinas falsas que eles propagavam era a negação de que Cristo havia vindo em carne (1Jo 2.22; 4.2-3; 2Jo 1.7).

É com essa distinção em mente que devemos considerar se o papa é ou não o Anticristo. Se a questão diz respeito ao Anticristo escatológico, então, pelo menos até agora, dificilmente Bento XVI se encaixaria na sua descrição. Contudo, se a pergunta é se o papa é mais um dentre os vários anticristos que surgiram na história propagando doutrinas falsas, então a resposta é um enfático “sim”!

De fato, Bento XVI propaga e defende doutrinas que nem de longe encontram amparo nas Escrituras. Comentar todas elas exigiria a composição de uma enciclopédia! Porém, basta observar as três colunas doutrinárias distintivas do romanismo: a doutrina da transubstanciação (segundo a qual na Eucaristia a óstia se transforma literalmente em carne e sangue de Cristo), o culto à Maria e a infalibilidade papal. Podem haver desvios doutrinários maiores do que esses? Onde estão as bases bíblicas desses absurdos? No entanto, essas coisas são ensinadas pelo mundo afora, aberta e insistentemente, século após século, por todos os que se submetem à autoridade do bispo de Roma.

É esse rompimento com a verdade evangélica, esse abandono do ensino claro de Jesus e dos apóstolos que faz de Bento XVI um anticristo. É claro que ele não é o único e talvez nem seja o principal entre tantos que têm surgido em nossos dias. Tampouco é correto pensar que a Igreja Católica é a maior produtora de anticristos. Na verdade, há tantos anticristos no meio evangélico que fica difícil concluir quem está na frente nessa disputa diabólica. Mesmo assim, não se pode negar que, como promotor de tantas mentiras, o papa age sob a influência do espírito que, nos dias finais, dará poder ao “Iníquo”.

Concluindo, é preciso dizer que, à luz do que foi exposto, a igreja moderna deve se preocupar mais com a ameaça dos anticristos atuais do que com a descoberta do Anticristo escatológico.  Às vezes, a atração pelo terror extraordinário ofusca a visão diante de perigos reais. É claro que dá para entender essa tendência – o Anticristo escatológico será muito pior do que os habituais. Mesmo assim, o melhor mesmo é fugir de todos eles.

Pr. Marcos Granconato
Soli Deo gloria

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