Terça, 20 de Agosto de 2019
   
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Provérbios 23.4,5

  

Provérbios 23.4,5

“Não esgote suas forças tentando ficar rico; tenha bom senso! As riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu” (Pv 23.4,5 NVI).

Certa vez, um jornal publicou um cartoon que mostrava dois campos divididos por uma cerca. Ambos os campos eram aproximadamente do mesmo tamanho e cada um tinha abundância do mesmo tipo de pasto — verde e exuberante. De cada lado da cerca havia uma mula. Curiosamente, cada uma delas punha a cabeça através da cerca para comer o pasto da outra mula. A grama ao redor de cada uma delas era farta e bonita, mas a grama no outro campo parecia mais verde ou mais fresca, embora fosse mais difícil alcançá-la. No processo, as mulas ficaram presas nos arames e não foram capazes de se soltar. O cartunista colocou apenas uma palavra na parte inferior do desenho: “Descontentamento”!

É justamente o descontentamento que impulsiona a ambição desmedida, aquela para a qual nada é suficiente e sempre é preciso mais. Para evitar os arroubos causados por essa impressão tola de que nada é o bastante, Salomão chama seu leitor ao “bom senso”, dizendo: “Não esgote suas forças tentando ficar rico”. Deve-se notar que ele não diz que as riquezas são inerentemente ruins, mas sim sua busca desesperada que leva o homem até o esgotamento. Não é preciso explicar muito tal problema, especialmente em nossos dias, já que vemos muitas pessoas inverterem suas prioridades a ponto de considerar o trabalho e os bens superiores a valores reais e permanentes como Deus, família, moral e honra. Sua busca é por felicidade, pois julgam que o dinheiro pode comprá-la de muitos modos. E mesmo quando alcançam seus objetivos primários, não ficam contentes e querem mais, sempre mais, até que a busca por riquezas deixa de ser um meio e se torna um fim em si mesma.

A ironia é que essa é uma batalha perdida, não porque não se possam alcançar os bens, mas porque nem sempre é possível mantê-los e porque a felicidade que se deseja comprar não está à venda. Por essas razões, o escritor avisa que “as riquezas desaparecem assim que você as contempla”. Literalmente, ele descreve uma situação em que o “olhar voa” até as riquezas, as quais, ironicamente, “criam asas e voam como águias pelo céu”. Com isso, ele pode querer mostrar tanto a possibilidade de as circunstâncias mudarem rapidamente na vida, como a ideia de que a segurança, a paz e a alegria que se desejam comprar a preço de ouro fogem ao domínio mesmo das pessoas mais ricas. O que fazer então? Ser infeliz? Conformar-se com a miséria? Não! A resposta é buscá-las nos lugares certos e dar prioridade aos valores reais. Nesse sentido, Jesus Cristo deve vir em primeiro lugar para qualquer pessoa que almeje ser sábia. Caso contrário, tudo que lhe restará será o descontentamento.

Pr. Thomas Tronco

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