Terça, 20 de Agosto de 2019
   
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Provérbios 22.14

  

Provérbios 22.14

“A conversa da mulher imoral é uma cova profunda; nela cairá quem estiver sob a ira do Senhor” (Pv 22.14 NVI). 

Há uma música que vez por outra ouço tocar no rádio, do cantor e compositor Leoni, que fala sobre o impacto que as mulheres causam nos homens. O refrão da música diz assim: “Garotos não resistem aos seus mistérios, garotos nunca dizem não. Garotos como eu sempre tão espertos, perto de uma mulher são só garotos”. É um jogo interessante com as palavras, assim como só as poesias têm. Mas mais que poesia, essa é infelizmente um realidade que tem abatido o mundo, destruído lares, pervertidos jovens e trazido consequências muito duradouras, consequências que não são novidades do século 21.

O provérbio fala das artimanhas por trás de insinuações femininas e da fraqueza masculina em resistir a tais armadilhas. Com isso, não se quer dizer que todos os homens são vítimas de mulheres sem moral. Boa parte deles vive em completa depravação e disposição para qualquer coisa, independente de valores éticos e morais. Ainda assim, Salomão avisa sobre o perigo vindo do lado oposto, ao falar que “a conversa da mulher imoral é uma cova profunda”. E não são apenas os homens depravados que estão na mira de tais mulheres, nem são apenas eles que podem se tornar suas vítimas. É certo que o rei de Israel sabia do poder de sedução que as mulheres exercem sobre os homens e quanto é difícil resistir a tais encantos. Contudo, boa parte dessas situações, apesar do charme e da atração, contem armadilhas por trás de portas que se abrem tentadoramente. E tais armadilhas vêm munidas de consequências terríveis.

Depois de dizer tais coisas, esperaríamos ler na segunda parte que “aquele que cai nessa cova se tornará sua presa”, ou qualquer coisa desse tipo — o que de fato é verdade e Salomão bem o sabe. Porém, ele dá um passo além e diz que “nela cairá quem estiver sob a ira do Senhor”. É um modo de dizer que esse é o contexto de vida próprio dos ímpios e não dos servos de Deus, aos quais ele ama por causa de Jesus Cristo. Por isso, nenhum cristão pode olhar para a imundice do mundo e dizer que isso tudo é normal hoje em dia, inclusive para ele mesmo. Assim, não podemos nos portar como simples garotos, meninos espirituais que não conhecem o Senhor. Devemos, sim, resistir aos mistérios do pecado e dizer “não!”. Devemos agir como adultos na fé, segundo o ensino de Paulo: “Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos” (1Co 14.20).

Pr. Thomas Tronco

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