Terça, 20 de Agosto de 2019
   
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Provérbios 21.17

  

Provérbios 21.17

“Quem se entrega aos prazeres passará necessidade; quem se apega ao vinho e ao azeite jamais será rico” (Pv 21.17 NVI). 

Há algumas semanas eu assisti a uma matéria de televisão que mostrava a vida e os hábitos extravagantes de pessoas classificadas como “reis do camarote”. Trata-se de pessoas muito ricas que exibem sua fortuna de modo bastante exagerado, como adquirir muitos bens móveis e imóveis dos quais realmente não precisam, esbanjar milhares de dólares em cada noite das chamadas “baladas” e chegar a gastar mais de 1 milhão de dólares em uma festa de aniversário. Um desses “reis do camarote”, porém, gastou tanto dinheiro inutilmente que, quando a crise econômica se alastrou pelos mercados do mundo, a fortuna da família foi afetada de modo irreversível. Seus pais foram obrigados a se desfazer de quase todos os imóveis que tinham ao redor do mundo e voltaram a morar em uma casa bem menor do que estavam acostumados, deixando dívidas e funcionários sem pagamento. Realmente não sei como um jovem conseguiu dilapidar uma fortuna tão grande em apenas poucos anos.

Essa família perdeu sua fortuna, mas não chegou à miséria. Infelizmente, muita gente chega. Por isso, Salomão alerta que “quem se entrega aos prazeres passará necessidade”. O curioso é que a palavra traduzida aqui como “prazeres” é a mesma traduzida como “alegria” no v.15, onde está associada à alegria do justo ao ver a promoção da justiça. Isso quer dizer que o sentimento de alegria é uniforme, mas suas motivações não. O fato é que nem toda razão de alegria é realmente boa e positiva. Nesse caso, a alegria que se obtém pela “entrega aos prazeres” vem de uma falta de critérios e de limites, fazendo com que o tolo que age assim acabe passando “necessidade”. Isso ocorre porque ele investe seu sustento no lugar errado e porque negligencia seus deveres e responsabilidades por causa dos seus impulsos, deixando de alcançar os recursos dos quais necessita.

O texto também diz que ele “jamais será rico”. A razão disso é que ele “se apega ao vinho e ao azeite”. Isso foi escrito em um tempo e local em que as fontes de prazer eram limitadas e os banquetes finos e saborosos figuravam entre elas. Contudo, esse era um prazer caro, dada a dificuldade de produção tanto do “vinho” como do “azeite” naqueles dias. Banquetear-se constantemente e em excesso dessas iguarias arruinaria qualquer orçamento. Hoje esses produtos são baratos, mas há muitos outros que enchem os olhos e esvaziam os bolsos das pessoas. De smartphones caros a roupas de marca a preços exorbitantes, as pessoas ainda buscam alegria nos lugares errados. E pela mesma razão acabam passando “necessidade”. Não quer dizer que tais produtos sejam ruins. Porém, quando o homem tem um vazio interior por falta de Cristo, nenhum gatget, por mais caro que seja, poderá lhe dar alegria plena. Mas a conta ainda será bem cara.

Pr. Thomas Tronco

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