Terça, 22 de Outubro de 2019
   
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Provérbios 21.7

  

Provérbios 21.7

“A violência dos ímpios os arrastará, pois recusam-se a agir corretamente” (Pv 21.7 NVI). 

“Que o povo coma capim”. Segundo um artigo que li, essas foram palavras proferidas por Luís XIV, rei da França (1638-1715). Ele se referia a uma multidão de famintos que estava clamando por pão. Por muitas vezes a história já provou que tem seu modo todo peculiar de punir maldades terríveis como essa. Alguns anos depois de dizer tais palavras, dizem que o povo, tomado pelo sentimento de vingança, arrastou o filho de Luís XIV para a execução com a boca recheada de capim.

Essa triste história é uma prova da sabedoria contida no provérbio do rei Salomão que diz que “a violência dos ímpios os arrastará”. O termo “violência”, utilizado aqui, é a tradução de uma palavra hebraica que aponta para a destruição causada por alguém. Significa que tal pessoa maltrata e prejudica os outros, sem ter ou demonstrar qualquer consideração ou preocupação com ninguém. Esse ensino faz eco a um provérbio do primeiro capítulo do livro, que diz que “tal é o caminho de todos os gananciosos; quem assim procede se destrói” (Pv 1.19), acrescentando a ideia de que o egoísmo vem de mãos dadas com a “violência”. Mas a catástrofe não ocorre somente em uma direção, mas em ambas, pelo que é dito que o tratamento destruidor “arrastará” consigo o ímpio que age com brutalidade. Algumas pessoas colocariam essa questão utilizando um provérbio popular contemporâneo que afirma que “se alguém cospe para cima, cai-lhe na testa”.

Além do forte alerta contido no texto, o próprio senso popular sabe que as consequências sobre aqueles que usam de maldade com os outros são frequentes, apesar de elas diferirem em seu formato. Sendo assim, por que ainda há pessoas que resolvem, contra Deus e contra a lógica, agir com violência e maldade? A resposta não é difícil de entender. Os ímpios, de fato, “recusam-se a agir corretamente”. Eles sabem o que é certo, mas se negam a agir com retidão. Seu impulso de pecado é maior que seu senso moral. Em algumas vezes, é maior até mesmo que a autopreservação. Se há gente assim, o servo de Deus tem de ser o extremo oposto. Ele não somente deve evitar qualquer trato violento e pernicioso, como também precisa ser um exemplo do amor de Deus entre os homens. Isso não significa ignorar o erro e o pecado, mas tratar tudo com justiça, moralidade, retidão e, acima de tudo, temor do Senhor. A simples obediência a Deus afasta os crentes em Cristo de toda maldade e das consequências da brutalidade. Só um tolo seguiria outra direção.

Pr. Thomas Tronco

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