Terça, 22 de Outubro de 2019
   
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Provérbios 21.3

  

Provérbios 21.3

“Fazer o que é justo e certo é mais aceitável ao Senhor do que oferecer sacrifícios” (Pv 21.3 NVI). 

Hoje em dia temos testemunhado uma desfiguração da igreja — ou pelo menos daquilo que se autodenomina “igreja”. Os púlpitos de tais instituições deixaram de ser ocupados por pastores sérios e expositores fiéis da Palavra de Deus para dar lugar a lobos que estão unicamente atrás do dinheiro de seus ouvintes. Um deles, certa vez, ensinou que, caso alguém tivesse obtido algum dinheiro por meios ilícitos — como roubo ou tráfico de drogas, por exemplo — não devia cometer mais um pecado ao deixar de dar o dízimo daquele montante. É como se, por meio de uma oferta financeira a esses estelionatários travestidos de homens religiosos, Deus se esquecesse do pecado, aceitando sua parte no golpe. Tal ideia é ofensiva até para as pessoas de entendimento mais simples.

Infelizmente, a tentativa de apaziguar a mente e a consciência mantendo atos religiosos vazios não é rara, nem tampouco incomum. E para tanto, cada um tem sua própria receita mantida pelas desculpas de que “todos os caminhos levam a Deus” e de que “toda religiosidade é válida”. Mas o Deus verdadeiro não está nem um pouco interessado em ver a religiosidade das pessoas, mas sua fidelidade ao único Senhor, pelo que o escritor afirma que “fazer o que é justo e certo é mais aceitável ao Senhor do que oferecer sacrifícios”. Isso tem duas aplicações. A primeira é que Deus olha o íntimo da cada um de modo a ignorar a aparência externa das ações e a procurar a adoração verdadeira que vem do fundo do coração sincero do homem. Palavras que impressionam os homens e dão impressão de santidade não dizem nada ao Senhor do universo.

A segunda aplicação é que a adoração verdadeira e o coração servil produzem uma vida diferente nos adoradores. Não existe servo de Deus que não lhe obedeça às ordens. Quando isso ocorre, é natural o servo “fazer o que é justo e certo” e não apenas fingir que o faz ou ignorar a santidade e a retidão como atos intrínsecos à verdadeira adoração. Isso, sim, é “aceitável ao Senhor” como culto e serviço. “Oferecer sacrifícios” ou realizar atos litúrgicos, qualquer um é capaz de fazer sem muito esforço e sem qualquer comprometimento, razão pela qual Deus não se sente adorado por ações mecânicas isoladas de um coração transformado. A pergunta agora é como você tem servido a Deus? Tem seguido a tradição e os costumes humanos que não mudam sua vida, ou tem se entregado ao Senhor diariamente em tudo que faz, que diz e que pensa?

Pr. Thomas Tronco

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