Quinta, 06 de Agosto de 2020
   
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Anos Dourados

Pastoral

No último dia 2, nossa igreja completou 73 anos. Vamos comemorar neste domingo, louvando ao Senhor por uma existência tão longa, que atravessou crises internas e externas, mas sobreviveu a todas elas, sustentada pela graça de Deus.

Nascemos no ano de 1941, quando o mundo enfrentava o maior conflito bélico da história e quando as pessoas esperavam o desfecho da guerra que moldaria o destino de suas vidas e das nações. Nesse tempo de incertezas, o Senhor plantou uma igreja que estava destinada a destacar e propagar certezas: a certeza da autoridade bíblica, a certeza da salvação somente em Cristo e a certeza do tipo de aprisco que o Senhor quer que seu rebanho componha.

Nem sempre tivemos sucesso na proclamação e na aplicação dessas certezas. Algumas vezes, tivemos medo e recuamos; outras vezes, lobos vorazes se infiltraram em nosso meio e nublaram a prática dessas convicções. Ainda em outros momentos nos distraímos e nos descuidamos, olhando para direções que não eram as que o Senhor apontava e nossas certezas ficaram num plano secundário por algum tempo.

Era de se esperar, porém, que, transitando durante tanto tempo por este mundo, sob inúmeros apelos, ameaças, enganos e sutilezas, esses erros fossem cometidos. A bondade e proteção de Deus, contudo, impediram que desmoronássemos, ergueram-nos em épocas de quase extinção e afastaram de nós as heresias que de tempos em tempos, ao longo desses 73 anos, dividiram e devastaram tantas igrejas semelhantes à nossa. Além disso, o Senhor, fazendo uso de nossos próprios erros, nos ensinou a agir, a como evitar novos perigos, a como enfrentar os inimigos e a como prosseguir na construção de uma comunidade de fé zelosa, bíblica, pura, dinâmica, unida, produtiva e alegre.

Ainda estamos trabalhando nessa construção, mas sabemos que já progredimos bastante. Nossa consciência testifica acerca disso, a aprovação das Escrituras corrobora o testemunho dessa mesma consciência e os fatos que nos cercam indicam que estamos no caminho certo, sob a direção do Espírito Santo.

Por tudo isso, como pastor da IBR, acredito que hoje vivemos nossos anos dourados. Não quero ser otimista demais, nem fechar os olhos para nossos defeitos e problemas tão reais e preocupantes. Eu seria ingênuo demais se não os enxergasse e soberbo demais se os negasse. O que quero, contudo, é dizer que sempre tivemos como alvo escorar nossa igreja sobre quatro pilares: o ensino (pela pregação da Sã Doutrina), a comunhão (pelo convívio pacífico, alegre e produtivo entre os irmãos), a pureza (pela aplicação da disciplina eclesiástica) e o evangelismo (pela abertura de novas igrejas e pela abordagem individual), sendo que, até onde posso ver, atingimos há algum tempo uma realidade em que esses quatro pilares se afiguram visíveis, notáveis, sólidos e, graças ao zelo de muitos irmãos, em franco desenvolvimento.

Mais uma vez, é óbvio que não atingimos a perfeição. Nossos pilares precisam ser reforçados, mais bem modelados, ampliados em sua altura e largura, reformados em suas trincas. Porém, eles já são reais, compõem substancialmente a concretude de nossas experiências aqui na igreja, estando muito longe de serem apenas itens bonitos de uma filosofia de ministério que jamais saiu do papel. De fato, nós nos movemos entre esses pilares, olhamos para eles com entusiasmo, trabalhamos em seus ornamentos, nos encostamos neles quando queremos descansar e observamos com preocupação as suas eventuais rachaduras. A verdade é que eles estão aí. Os críticos da igreja podem até desprezá-los, mas não podem negar sua existência.

É por isso que digo que vivemos nossos anos dourados. Nenhum de nós está na IBR desde 1941, nem mesmo nossos membros mais antigos, de forma que não podemos desenhar com nitidez todas os períodos gloriosos ou nebulosos da nossa história. Tampouco conhecemos o que há reservado para nossa igreja nas gerações vindouras, quando novamente nenhum de nós estará aqui. Confesso que gosto de pensar nas gerações futuras da nossa igreja se erguendo sobre quatro colunas gigantes de ouro e mármore. Porém, não sabemos o que virá. Tudo que nos pertence é o presente — e a graça de Deus nos concedeu um presente feliz e satisfatório. Assim, nosso dever agora é protegê-lo no bem e nos acertos que o caracterizam, fazendo-os durar o máximo possível e trabalhando para que tudo melhore ainda mais.

Bom, depois de falar da igreja com tanto entusiasmo, chegou a hora dos parabéns: Parabéns, Igreja Batista Redenção, pelos seus 73 anos! Parabéns pela rica história de fé e de graça! Parabéns pela construção e defesa das quatro colunas do templo do Senhor! Parabéns pelas bases lançadas para a edificação de um futuro honroso, ainda que solitário! Parabéns, enfim, por ser o que deve mesmo ser: a casa do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade (1Tm 3.15)!

Pr. Marcos Granconato
Soli Deo gloria

 

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