Segunda, 08 de Agosto de 2022
   
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A Doença do Coração - Pr. Thomas Tronco

Pastoral

Os jornais e noticiaram há algum tempo o caso de um bebê recém-nascido encontrado no leito de um rio em Contagem, Minas Gerais. Segundo consta, a mãe forçou o nascimento da menina, colocou-a em uma sacola, e a atirou da janela da casa em direção ao rio. A queda produziu grandes hematomas no peito e nos joelhos da criança. Depois de quase doze horas ela foi encontrada por dois rapazes sofrendo pela asfixia e pela baixa temperatura a que foi exposta.

O que espanta é a crueldade e o descaso da mãe da pequena criança. Talvez a palavra “insensibilidade” traduza melhor o ato de tomar nos braços um pequeno bebê, embrulhá-lo em uma sacola como algo descartável e atirá-lo para a morte. Perguntamos-nos: “Como pode haver um coração tão duro?”

As Escrituras nos ensinam que não devemos nutrir grandes esperanças, nem nos espantar com a realidade feia e suja do “coração” do ser humano. No contexto bíblico o termo coração serve para, de modo figurado, referir-se ao intelecto, aos sentimentos e à vontade do homens. Desse “coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt 15.19).

Entretanto, uma coisa é ter no coração a fonte de tamanhas maldades; outra é constatar a presença de tranqüilidade no mesmo coração que comete coisas terríveis e assutadoras. Muitos assassinos, seqüestradores e estupradores demonstram plena frieza diante dos absurdos que cometeram. Seria essa paz um sinal de que tais ações não são erradas? Claro que não! O profeta Jeremias mostra que o coração do homem não é confiável para servir de aferidor ético e moral, ao dizer: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Jr 17.9).

A verdade é que o coração do homem sem Cristo é destituído do entendimento e dos valores necessários para distinguir corretamente o mal. Assim, pecados terríveis são entendidos como decisões pessoais que encontram respaldo na liberdade de escolha de cada um. Isso acontece devido à distância que há entre Deus, o padrão do bem, e o homem perdido. O apóstolo Paulo ensina que os homens sem Cristo são indivíduos “obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração” (Ef 4.18).

Que situação terrível e triste! E nem sequer podemos esperar das autoridades uma solução para esse problema, visto não haver o que elas possam fazer para solucionar o “mal no interior do coração do homem”.

Apenas na pessoa do Senhor Jesus Cristo se encontra o remédio para essa doença. Apenas na justificação que vem da sua obra há purificação para o coração humano. A Bíblia diz: “enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gl 4.6), e “o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5.5).

Que isso sirva de alerta a quem se encontra distante de Cristo, para que receba dele, por meio da fé, o remédio para o pior dos problemas cardíacos: “o pecado”. Está escrito: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 4.7). E que sirva de alerta aos servos de Deus de que não há transformação social, moral, política, ética ou cultural, que não venha do Senhor, por meio de Cristo: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez 36.26). Preguemos com seriedade e empenho o Evangelho do Senhor Jesus para a purificação de corações perdidos!

Pr. Thomas Tronco

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