Segunda, 23 de Setembro de 2019
   
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Provérbios 22.12

  

Provérbios 22.12

“Os olhos do Senhor protegem o conhecimento, mas ele frustra as palavras dos infiéis” (Pv 22.12 NVI). 

Li um estudo feito em meados da década de 1990 que dizia que o ponto médio de todo o conhecimento humano estava localizado em algum momento cerca de dez anos antes. Significa que o conhecimento do homem dobrou em menos de 10 anos — fico imaginando que dados iriam revelar um estudo atual nesse campo. Segundo aquele artigo, a cada 60 segundos, 2.000 páginas eram digitadas e adicionadas ao conhecimento do homem. Também dizia que o material produzido a cada 24 horas levaria 5 anos para ser lido por uma pessoa. O que me deixa perplexo é que, diante de tanto conhecimento novo a cada dia, a Palavra de Deus não se perdeu, nem se corrompeu, e continua viva e relevante, obviamente não pela ação dos homens, mas pela própria conservação promovida pelas mãos do Senhor.

Salomão sabia do amor que o Senhor tem pelo “conhecimento”, pelo que diz que “os olhos do Senhor protegem o conhecimento”. Normalmente, esperaríamos ouvir que Deus protege “aquele que tem conhecimento” — como algumas versões de fato traduzem —, ainda mais que a segunda cláusula traz como anteposto os “infiéis”. Entretanto, o que a cláusula seguinte focaliza são “as palavras dos infiéis” e o texto hebraico da primeira parte traz literalmente a palavra “conhecimento”. Por isso, a conclusão natural é que o assunto de Salomão é o cuidado que Deus tem pela verdade, em especial a verdade que ele revelou aos homens por meio dos seus servos que ficou registrada nas Escrituras. São essas verdades que podem transformar o mais simples dos homens em um sábio, desde que ele aprenda do Senhor e o obedeça, valorizando o que ele valoriza e honrando aquilo que ele honra.

Se Deus preza e preserva a verdade, ele também “frustra as palavras dos infiéis”. Essa expressão pode ser substituída pela “mentira dos infiéis”, aqueles discursos que se opõem àquilo que Deus revelou tanto por sua Palavra como pela obra da criação. Significa que, além de reprovar tais enganos, o Senhor também toma providências práticas contra eles, seja expondo em nosso tempo a insensatez dos perdidos como reservando um tempo futuro em que toda mentira seja punida e toda verdade prevaleça. Sendo que tais ações são prerrogativas divinas, a responsabilidade humana é valorizar e buscar a verdade de Deus, rejeitando a mentira e os enganos do mundo. Ao mesmo tempo, fazer com que suas verdades, especialmente as ligadas ao Senhor Jesus, cheguem aos perdidos para que creiam e sejam salvos. Se Deus preservou tais verdades ao longo dos séculos, temos o dever de aproveitar cada um dos seus ensinos para que mude nossa vida e das pessoas ao nosso redor.

Pr. Thomas Tronco

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