Quarta, 24 de Abril de 2019
   
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Sempre Vigilantes!

Pastoral

Há vários meses venho escrevendo sobre a situação degradante da igreja evangélica dos nossos dias. Sei que esse cenário caótico no mundo “gospel” não incomoda somente a mim, mas a todos aqueles que tiveram o privilégio de provar o alimento verdadeiro da Palavra de Deus e, agora, anseiam que todos participem do mesmo banquete. A cada dia surgem novas aberrações que servem como iscas e que atraem aqueles que têm pouca ou nenhuma familiaridade com a Sagrada Escritura. Fico espantado com a quantidade de pessoas que lotam igrejas lideradas por enganadores. Uma multidão sem rumo sendo conduzida por guias cegos. Como é detestável o espetáculo tosco daqueles que falam em nome de Deus, mas que, na verdade, buscam apenas se autopromover e saciar suas ambições egoístas.

Sabe-se de líderes que comercializam suas igrejas — isso mesmo, há notícias de pastores que colocaram suas igrejas à venda! Outros induzem os fiéis a barganhar com Deus, como se o criador do universo realmente se prestasse a esse papel. Homens dessa estirpe criam castas dentro de suas congregações ao afirmar que o falar em línguas é uma evidência do batismo do Espírito Santo. Com isso, os “mais espirituais” ocupam lugares de destaque, enquanto os outros são desprezados. Isso tudo nos dá certeza de que estamos diante de uma terrível tragédia.

Chegaram os dias preditos pelo apóstolo Pedro, que disse: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2Pe 2.1-3)!

Sob uma roupagem de cordeiro, lobos vorazes introduzem, dissimuladamente, heresias destruidoras. Prometem e não realizam; predizem, mas nada se cumpre; falam de purificação, mas são como sepulcros caiados. Pedro, sobre os tais, também diz: “Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância. Malditos!” (2Pe 2.14).

Diante de coisas assim, eis o que é ainda mais lamentável: homens e mulheres, como mendigos a procura de alimento, se amontoam para consumir o lixo que esses falsos mestres produzem. E, assim, malnutridos, essas pessoas vagam pelo mundo em busca de sentido para suas vidas vazias e ressequidas pela mentira. A triste realidade é que continuarão assim pelo resto de seus dias, caso não provem da verdadeira água da vida (Jo 4.14).

Sabendo disso, devemos estar vigilantes e nos manter firmes na fé (1Co 16.13). É por estar apegados às coisas deste mundo que os ditos “evangélicos” vivem tão distantes da Verdade. Tiago compara-os a uma mulher adúltera, pois, embora declarem amor a Deus, são, na verdade, amantes do mundo (Tg 4.4). De que outra maneira poderíamos classificar os seguidores da teologia da prosperidade? Digam com sinceridade: a que se assemelham aqueles que vivem sedentos por falsas profecias acerca das coisas deste mundo que esperam alcançar?

O conselho de Paulo, porém, aos crentes verdadeiros, é este: “Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória (Cl 3.1-4).

Paulo esperava que seus leitores se livrassem totalmente do sistema religioso enganoso de seus dias. Para isso, ele recorda aos crentes de Colossos a respeito da sua condição presente. Eles tinham ressuscitado em Cristo e, como novas criaturas, eleitos pelo Senhor, deviam buscar um estilo de vida pautado na vida de seu redentor. Não somente isso: seus pensamentos deviam estar embebidos nas coisas celestiais de modo que suas ações fossem norteadas por essa nova mentalidade. Por fim, ele menciona a grande expectativa de todo cristão verdadeiro: a segunda vinda de Cristo e a manifestação dos santos em glória.

Que Deus nunca permita que essas lindas verdades se apaguem da nossa memória!

Robson Maciel Alves

 

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