Terça, 17 de Julho de 2018
   
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A Nova Aliança para Israel

A última aliança anunciada no Antigo Testamento é a “nova aliança”. Esse termo foi cunhado no livro de Jeremias, mas está presente na pena de vários profetas. Para entender a nova aliança, é necessário entender a dinâmica da promessa de purificação de Israel seguida do estabelecimento pleno e definitivo da nação na terra prometida e sob o trono prometido.

Já falamos sobre esse estabelecimento de Israel quando nos referimos ao Dia do Senhor. Mediante a punição das nações, o Senhor traria estabilidade aos israelitas: “Porque o Dia do Senhor está prestes a vir sobre todas as nações. [...] Mas, no monte Sião, haverá livramento; o monte será santo; e os da casa de Jacó possuirão as suas herdades” (Ob 15a,17). Contudo, esse anúncio primário foi acrescido de certa dinâmica para seu cumprimento, a qual envolve a prévia punição do pecado de Israel antes haja o restabelecimento não apenas territorial, mas também relacional, na qual a comunhão com Deus será verdadeira.[1] Isso se pode ver em Isaías 2.[2] O Senhor promete um futuro restaurado e glorioso para Israel e para o mundo por meio de Israel:

Nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do Senhor será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos. Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor, de Jerusalém. Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a Guerra (Is 2.2-4).

Porém, as condições de Israel nos dias de Isaías não condizem com a realidade da promessa futura, pois o povo é injusto, idólatra (Is 2.6-8). Por isso, o juízo do Senhor também punirá os israelitas incrédulos e pecadores, cheios de orgulho e de malícia (Is 2.9-22). Por esta razão, o estabelecimento pleno sempre é anunciado na forma de um livramento e de uma restauração. O pecado de Israel lhes produz, pela aliança mosaica, um inevitável juízo.

Assim, os profetas primeiro anunciam o juízo nacional – pela condicionalidade da aliança mosaica – e depois, para consolo e esperança do remanescente fiel, anunciam a restauração da nação na terra prometida – pela incondicionalidade da aliança abraâmica. Como a aliança davídica também é incondicional e está diretamente ligada à abraâmica, os profetas também anunciam, mediante a restauração nacional, o estabelecimento do trono justo, santo e perpétuo do rei eterno. Que fonte maravilhosa de consolo e esperança!

A restauração geopolítica, entretanto, não pode acontecer sem que haja uma restauração espiritual de ordem nacional. Não há bênçãos para uma nação rebelde, orgulhosa e distante de Deus. Por isso, a promessa de Isaías 2.2-4 é seguida do convite: “Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do Senhor” (Is 2.5). Essa dinâmica está presente na mensagem de vários profetas.

Nesse mesmo contexto, o profeta Jeremias, em meio à mensagem de uma punição iminente por meio da destruição de Jerusalém e do desterro dos israelitas, apresenta a mensagem de esperança em uma redenção e restauração plena a acontecer no futuro, promovendo um novo modo de relacionamento entre Israel e Deus.[3] Essa mensagem vem no formato de uma aliança do Senhor com Israel: “Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá” (Jr 31.31). As primeiras perguntas a serem feitas são “por que nova aliança?” e “se essa é a nova, qual é, então, a velha?”. Felizmente, o contexto irá responder essas duas justas indagações.

A sequência imediata explica a categoria dessa aliança: “Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para tirá-los da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor” (Jr 31.32). Essa é uma descrição da aliança mosaica, celebrada com os israelitas retirados do Egito e levados para o Sinai. Ao afirmar que a nova aliança é diferente aliança feita com os pais, entende-se que a nova aliança é uma contraposição – “Não conforme a aliança...” – à aliança mosaica, a qual é envelhecida pelo surgimento da nova: “Quando ele diz Nova [Aliança], torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer” (Hb 8.13).

Se até aqui fica claro que a nova aliança substitui a aliança mosaica, somente na sequência é especificado o modo e o objeto dessa substituição. Se Jeremias 31.32 diz que os israelitas debaixo da aliança mosaica “anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado”, a sequência oferece o modo como Deus reverterá esse afastamento na nova aliança: “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Jr 31.33). Sendo assim, a apostasia será substituída por uma atitude de fidelidade a Deus.[4] A cobrança divina de obediência permanece, mas Deus lhes concede a obediência, atendendo à necessidade do homem pecador expressa na oração de Agostinho: “Concede-nos o que nos ordenas, e ordena o que quiseres”.[5]

A lei mosaica teve seu início gravado em tábuas de pedras (Êx 32.15,16). Elas continham um código legal justo que o povo não guardou, trazendo sobre si condenação. Por fim, o efeito prático da velha aliança sobre o homem foi trazer conhecimento do pecado (Rm 3.20; 7.7), suscitar a ira de Deus (Rm 4.15), fazer avultar a ofensa (Rm 5.20) e produzir morte (Rm 7.10), pelo que também foi chamada de “ministério da morte gravado com letras em pedras” (2Co 3.7). Seria a lei ruim? Não, mas o pecado que há no homem torna a lei inútil para salvar quem quer que seja:

Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno. Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado (Rm 7.13,14).[6]

Se essa é uma doutrina clara no Novo Testamento, é também uma realidade visível e marcante no Antigo, pois, apesar dos convites à vida (Dt 30.19),[7] os israelitas “anularam a minha aliança” (Jr 31.32). Para produzir algo diferente disso, o Senhor deixará de lado a lei gravada com letras em pedra e “na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei” (Jr 31.33). Essa é uma descrição figurada de uma transformação pessoal e espiritual, algo que chamamos “conversão”.

O que Deus quis dizer foi que, já que por obediência voluntária os israelitas não se achegaram à ele, então ele mesmo os transformaria e produziria servos verdadeiros ao lhes dar uma nova natureza, contrária ao pecado, ao orgulho e à rebeldia. O Senhor trabalharia na fonte a fim de aproximar a si o Israel que se perdeu no pecado. Assim, “o Senhor exige que seu povo se arrependa dos seus pecados [...], mas ele fornece a graça necessária para fazer isso”.[8]

O resultado final será não apenas conversão de israelitas, mas conversão de todo o povo a Deus, de modo que não haverá mais um “remanescente fiel”,[9] mas uma nação fiel: “Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31.34). No cumprimento dessa promessa há, também, a restauração da nação como tal a ponto de reverter os efeitos da desobediência na forma das maldições previstas na lei. Sendo assim, se tivéssemos que resumir o centro da promessa da nova aliança, esta seria “conversão e restauração nacional de Israel”.

Essa é uma aliança incondicional, pois não olha para a desobediência e incredulidade dos israelitas, mas para a fidelidade de Deus à sua palavra empenhada para produzir os resultados finais:

“Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; Senhor dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima e sondados os fundamentos da terra cá embaixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o Senhor” (Jr 31.35-37).

Sendo assim, toda a promessa de restauração espiritual da nação de Israel tem relação com a nova aliança. Nesse sentido, Ezequiel 36 tem um lugar especial na compreensão dessa aliança.[10] Com uma dinâmica semelhante à de Isaías 2, em que a restauração futura passa por um julgamento presente, Deus promete: “Aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei” (Ez 36.25). A figura da água provê a ideia da purificação dos pecados dos israelitas,[11] produzindo, também, justificação.

Unido a isso, está a ideia da conversão e transformação: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez 36.26). Até mesmo traços da conversão vivenciada pela Igreja atualmente se farão ver em Israel como a habitação do Espírito Santo e a santificação de vida: “Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ez 36.27). Essa é a descrição de uma conversão e uma transformação espiritual.

Joel 2 também enfatiza o caráter espiritual da futura restauração israelita. Depois de anunciar a vinda do Dia do Senhor e de, mediante a mensagem de juízo, convidar a um arrependimento verdadeiro, fruto de quebrantamento de coração, o Senhor anuncia “a inauguração de uma nova era no relacionamento de Deus com seu povo”:[12]

E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o Senhor prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar (Jl 2.28-32).

A bênção espiritual da nova aliança, porém, não é desatrelada da concessão de bênçãos temporais como a reunião dos israelitas espalhados pelo mundo em consequência das maldições da lei na terra que lhes foi prometida. Isso fica claro ao olharmos o texto anterior e o texto posterior de Ezequiel 36.25-27, em que a conversão nacional é prometida: “Tomar-vos-ei de entre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. [...] Habitareis na terra que eu dei a vossos pais; vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus” (Ez 36.24,28).

Joel faz o mesmo, ao dizer: “Eis que, naqueles dias e naquele tempo, em que mudarei a sorte de Judá e de Jerusalém. [...] Judá, porém, será habitada para sempre, e Jerusalém, de geração em geração” (Jl 3.1,20).

Também Jeremias o faz: “Eis que os trarei da terra do Norte e os congregarei das extremidades da terra; e, entre eles, também os cegos e aleijados, as mulheres grávidas e as de parto; em grande congregação, voltarão para aqui. Virão com choro, e com súplicas os levarei; guiá-los-ei aos ribeiros de águas, por caminho reto em que não tropeçarão; porque sou pai para Israel, e Efraim é o meu primogênito” (Jr 31.8,9). Na verdade, no retorno à terra Jeremias vê a restauração das bênçãos de modo amplo:

O povo de Deus teria cura espiritual e desfrutaria das bênçãos divinas de paz e prosperidade. Os israelitas do Norte e do Sul voltariam à terra (30.10; 31.27; 33.7) e se alegrariam com colheitas frutíferas e rebanhos e manadas abundantes (31.4,5,24; 33.10-13). Os nortistas iriam de boa vontade a Jerusalém (31.6) para celebrar as bênçãos do Senhor (31.12-14). Tendo recebido perdão (33.6,8), os ex-exilados já não lamentariam que estavam sendo forçados a sofrer pelos pecados dos seus pais, mas reconheceriam que Deus trata com justiça os homens em base individual (31.29,30 cf. Ez 18.1-32).[13]

É fácil perceber a relação da nova aliança com a aliança abraâmica (promessa da posse perpetua da terra prometida), de modo que o cumprimento da nova garante o cumprimento da abraâmica. Na verdade, não coincidentemente nesse momento também se cumprirá a aliança davídica (trono perpétuo do descendente de Davi), pois tanto a conversão como o retorno à terra se dão debaixo da atuação do rei prometido e esperado: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. [...] Ele se manterá firme e apascentará o povo na força do Senhor, na majestade do nome do Senhor, seu Deus; e eles habitarão seguros, porque, agora, será ele engrandecido até aos confins da terra” (Mq 5.2,4 cf. Ez 34.23,24).

Por fim, Ezequiel aglutina o cumprimento das três alianças ao prometer conversão, posse da terra em um reino unificado sob o rei davídico – a quem Ezequiel chama Davi – apontando, assim, para a restauração da dinastia davídica:[14]

Dize-lhes, pois: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu tomarei os filhos de Israel de entre as nações para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei para a sua própria terra. Farei deles uma só nação na terra, nos montes de Israel, e um só rei será rei de todos eles. Nunca mais serão duas nações; nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos. Nunca mais se contaminarão com os seus ídolos, nem com as suas abominações, nem com qualquer das suas transgressões; livrá-los-ei de todas as suas apostasias em que pecaram e os purificarei. Assim, eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. O meu servo Davi reinará sobre eles; todos eles terão um só pastor, andarão nos meus juízos, guardarão os meus estatutos e os observarão. Habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual vossos pais habitaram; habitarão nela, eles e seus filhos e os filhos de seus filhos, para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente. Farei com eles aliança de paz; será aliança perpétua.[15] Estabelecê-los-ei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles, para sempre (Ez 37.21-26).

Resumo:[16]

·         A ser celebrada no futuro com o povo de Israel.[17]

·         É uma aliança diferente da aliança mosaica no sentido de produzir pela graça os resultados que a obediência à lei não produziu. Sendo assim, substitui a aliança mosaica.

·         Foi iniciada por Deus e é garantida por ele.

·         Garantirá o cumprimento da promessa da posse perpétua da terra, envolvendo uma reunião na terra prometida dos israelitas que estão dispersos pelo mundo.

·         É cumprida no e pelo rei que se levantará em cumprimento à aliança davídica.

·         Dará a Israel uma nova relação com Deus por meio da conversão e do perdão de pecados promovidos pelo Senhor.

·         É uma aliança de caráter incondicional.

·         Pressupõe a futura conversão nacional de Israel e seu retorno e posse da terra prometida pela instrumentalidade de Jesus.

Pr. Thomas Tronco


[1] Gerhard von Rad, Teologia do Antigo Testamento, p. 656, afirma que, na profecia clássica, predições de desgraça e predições de salvação estavam abruptamente lado a lado.

[2] Carlos Osvaldo Cardoso Pinto, Foco e Desenvolvimento no Antigo Testamento, p. 597, mostra que o livro todo segue a mesma dinâmica, pelo que propõe como mensagem do livro o seguinte: “A salvação prometida por Yahweh consiste na remoção da presente ordem rebelde e no estabelecimento de uma ordem teocêntrica sob a direção de seu Servo, em quem as bênçãos universais são concretizadas”.

[3] F. F. Bruce, Israel and the Nations, p. 81.

[4] R. K. Harrison, Jeremias e Lamentações : Introdução e Comentário, p. 109.

[5] Agostinho de Hipona, Confissões, p. 294.

[6] Paulo apresenta uma utilidade da lei na salvação do perdido, não produzindo justiça, mas, por meio da produção da condenação, mostrar ao pecador a necessidade que tem de Cristo (Gl 3.22-25).

[7]Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30.19).

[8] Eugene Merrill, Teologia do Antigo Testamento, p. 509.

[9] Paul House, Teologia do Antigo Testamento, p. 435.

[10] Gerhard von Rad, Teologia do Antigo Testamento, p. 657, ao comentar Ezequiel 36.24-28, diz: “A palavra ‘aliança’ não figura aqui, mas isso não tem importância (em outras passagens, Ezequiel chamou o evento salvífico de aliança – Ez 34.25; 37.26), pois, por seus conteúdos paralelos, esse texto apresenta traço por traço uma estreita correspondência com a perícope de Jeremias sobre a nova aliança (Jr 31.31s)”.

[11] John B. Taylor, Ezequiel : Introdução e Comentário, p. 207.

[12] David Allan Hubbard, Joel e Amós : Introdução e Comentário, p. 78.

[13] Robert B. Chisholm Jr., “Uma Teologia de Jeremias e Lamentações de Jeremias”, in Roy Zuck, Teologia do Antigo Testamento, p. 384.

[14] William LaSor, David Hubbard e Frederic Bush, Introdução ao Antigo Testamento, p. 397.

[15] Essa “aliança de paz” é uma referência à futura aliança anunciada por Jeremias, a qual chamou de “nova aliança” (Jr 31.31). O nome “aliança de paz” não designa outra aliança, mas fornece o caráter da nova aliança como promotora de paz entre Israel e Deus (Jr 32.40) e provedora de paz na habitação da terra prometida (Jr 32.41 cf. Mq 5.4).

[16] Esses resumos das alianças baseiam-se em um material de aula sobre “o relacionamento das alianças” produzido por Carlos Osvaldo Cardoso Pinto.

[17] Não tratamos aqui da relação atual da nova aliança com a igreja – isso é assunto para uma Teologia do Novo Testamento. Concentramo-nos na apresentação da nova aliança nos moldes e com os resultados previstos no Antigo Testamento. Pode-se – deve-se – também frisar que a provisão para tal celebração já foi providenciada na cruz, pelo derramamento do sangue da nova aliança (cf. Lc 22.20).

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