Terça, 26 de Maio de 2020
   
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Titulo:O modo de vida digno de Deus (parte 1)
Referencia:Colossenses 1.9-12
Notas:
O MODO DE VIDA DIGNO DE DEUS
A vida digna do Senhor em ação
Colossenses 1.9-12

 Preliminares
·      O “pleno conhecimento da vontade de Deus não gera apenas crentes com percepções teológicas mais profundas. Antes, faz com que os cristãos vivam “de maneira digna do Senhor” (2Pe 1.3-8).
·      Aliás, o conhecimento dissociado da virtude não tem valor algum dentro do cristianismo (1Co 13.2).
·      Deus revestiu os crentes de dignidade para serem participantes do seu Reino (1.12; 2Ts 1.4-5). É preciso agora que o cristão, com a ajuda do Senhor, ande à altura desse privilégio, de tal modo que Cristo seja glorificado em sua vida (2Ts 1.11-12).
·      Uma descrição não muito detalhada do modo de vida digno da vocação de Deus encontra-se em Efésios 4.1-3. Essa descrição está voltada mais especificamente para o modo de vida do crente dentro da igreja, no seu relacionamento com os irmãos.
 
O modo de vida digno do Senhor é marcado por quatro componentes
 
1. Primeiro componente: a frutificação

Os frutos esperados dos crentes no texto em análise são as boas obras.

EVIDÊNCIAS DA IMPORTÂNCIA DAS BOAS OBRAS NO NT

·      Deus determinou que o povo salvo fosse caracterizado pela prática delas (Ef 2.10; Tt 2.14; 3.8).
·      A ausência de boas obras é traço comum dos incrédulos (Tt 1.16; Jd 12).
·      As boas obras devem se constituir no “traje” característico das mulheres crentes (1Tm 2.9-10; 5.10)
·      O pastor deve ser exemplo de boas obras (Tt 2.7).
·      As obras do crente serão matéria de julgamento no tribunal de Deus (2Co 5.10).
CUIDADO!
O conceito de boa obra não é deixado na Bíblia à mercê da intuição humana. Tampouco a obra é considerada boa desde que haja sinceridade em quem a pratica.
O que a Bíblia ensina é que foi o próprio Deus quem fixou de antemão o que se pode chamar de boas obras (Ef 2.10). Assim, só é aceitável para Deus aquilo que ele próprio, em sua sabedoria, elevou à categoria de bom.
Exemplos de obras que as pessoas pensam que são boas
·      A sincera devoção idólatra (1Co 12.2).
·      A adoração a Deus dissociada da obediência (Is 1.12-15).
·      A busca da justificação pelo esforço próprio (Gl 5.4).
·      A condescendência em face do pecado obstinado (1Co 5.1-2).
Exemplos de verdadeiras boas obras
·      A ajuda a pessoas carentes, especialmente os irmãos na fé (At 9.36-39; Tt 3.14).
·      A boa criação dos filhos, a hospitalidade e o humilde serviço aos santos (1Tm 5.10).
·      A rejeição dos impulsos da carne (1Pe 2.11-12).
·      Há também conexão entre as boas obras e a obediência às autoridades, a rejeição da calúnia e o tratamento cortês (Tt 3.1-2).
 
2. Segundo componente: o crescimento.

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

·      Trata-se de crescimento no “conhecimento de Deus”.
·      Em sua oração sacerdotal, Cristo declarou que a vida eterna consiste de conhecer a Deus (Jo 17.3). A imensidão de suas perfeições requerem a eternidade para serem exploradas.
·      Isso é importante porque o conhecimento de Deus se constitui numa das marcas que distingue o homem piedoso dos incrédulos (Jo 8.19; 2Ts 1.8). Estes, de fato, não conhecem a Deus ou desprezam o conhecimento dele.
·      Os reflexos de não conhecer Deus são: idolatria, discórdias, falhas no caráter e imoralidades (Rm 1.21-31; 1Ts 4.3-5; Tt 1.16).
·      A falta do conhecimento de Deus é também a causa da perseguição contra a igreja (Jo 15.21).
·      Tudo isso deveria nos preocupar mais com o crescimento no conhecimento de Deus, bem como com a promoção desse conhecimento em nossos filhos.
 
3. Terceiro componente: o fortalecimento

VERDADES SOBRE O FORTALECIMENTO

·      Mesmo num ambiente tão hostil os colossenses deviam ser perseverantes e pacientes (2Co 6.4-10; 2Tm 3.10).
·      As palavras gregas para perseverança (upomoné) e paciência (makrotumίa) são sinônimas. Ambas significam firmeza. São as qualidades de quem não desiste, mesmo sendo prolongado o combate e demorado o livramento.
·      A fonte dessas virtudes não está no próprio cristão. Por isso, os crentes têm que ser “fortalecidos com todo o poder” (Fl 4.13).
·      A intensidade do poder necessário para que o crente persevere é descrita nas palavras “de acordo com a força da sua glória”.
·      É esse poder que faz o crente perseverar. (2Co 13.4; 1Pe 1.4-5; Jd 24). E ele o faz “com alegria”.
·      Os crentes que anseiam testemunhar manifestações do poder de Deus, devem contemplá-lo na vida daqueles que, sob intensa oposição, perseveram na fé e na piedade.
 
4. Quarto componente: a gratidão

O MOTIVO DA GRATIDÃO

·      Deus nos tornou dignos de sua herança.
·      A palavra usada por Paulo no v. 12 para descrever a ação de Deus sobre os crentes, tornando-os dignos de herdar o reino significa literalmente tornar suficiente ou qualificar (ikanόo).
·      A dignidade do crente não decorre dele pertencer a qualquer elite terrena, mas do fato de Deus tê-lo alçado à posição de herdeiro, tornando-o digno dessa posição.
·      Essa deve ser a nossa maior causa de gratidão. 

 

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