Domingo, 20 de Outubro de 2019
   
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O Cisma dos Cadarços Coloridos

Pastoral

Aconteceu numa pequena igreja na Alemanha. Era dia da Ceia e um jovem estava ajudando na distribuição dos elementos. Quando ele se aproximou de um senhor idoso, este disse que não participaria. Mais tarde, o velho esclareceu que não quis participar da Ceia porque ficou escandalizado com os cadarços que o jovem estava usando no sapato na hora da distribuição. Segundo ele, os cadarços eram de diversas cores e não se harmonizavam com a solenidade própria daquele momento.

Os líderes da igreja ficaram sabendo do problema e resolveram tomar providências para que a antipatia entre o jovem e o velho não se perpetuasse. Resolveram então promover um chá em que os dois, conforme se esperava, iriam conversar um pouco.

A estratégia começou a dar certo. Durante o chá, o velho falou sobre sua mocidade, sua formação, seus valores e seu modo de ver a vida. O jovem, por sua vez, falou do mundo em que ele vivia, sobre o ambiente na escola, sobre as coisas de que ele gostava e sobre o modo de ser dos seus amigos.

Aos poucos, uma grande amizade começou a surgir entre os dois, e ao longo de diversos outros chás, um foi compreendendo o outro, descobrindo porque eram
diferentes e percebendo as coisas boas que existiam nas desigualdades que os separavam.

Em pouco tempo um profundo respeito brotou entre aqueles irmãos tão diferentes. Tanto que nos dias da Ceia, o jovem nunca mais usou cadarços coloridos e o velho, por sua vez, nunca mais olhou para os seus sapatos.

É assim que funciona a casa de Deus. Nela há concórdia e disposição amigável. Nela todos cedem por amor do outro. Nela a unidade do Espírito é mantida pelo
vínculo da paz (Ef 4.3). Todos sabemos disso. Afinal de contas, não é assim na nossa igreja também?

Pr. Marcos Granconato
Soli Deo gloria

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