Terça, 22 de Setembro de 2020
   
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O Progressismo e a Perseguição

Pastoral

A perseguição aos cristãos e a tudo que defendem se intensifica a cada dia. O sistema de pensamento vigente no mundo — o progressismo globalista — tem trabalhado para distorcer e aniquilar tudo que Deus criou e estabeleceu como certo e verdadeiro.

Para alcançar essa agenda e convencer inclusive alguns cristãos, o progressismo tem se espalhado feroz e rapidamente por meio de uma estratégia muito sagaz. Os quatros passos aplicados por esse sistema de pensamento, com o objetivo de erradicar da sociedade o cristianismo e seus valores, são: vitimização, demonização, uma causa para viver e mentiras.

Aplique essa estratégia ao feminismo, por exemplo. A mulher se tornou vítima de uma sociedade machista e patriarcal. O homem foi reduzido a opressor. A causa feminista virou a razão de viver e lutar e, para convencer multidões a seguir essa nova ideologia, mentem sobre a maternidade e a vida do lar, afirmando serem fonte de depressão e distúrbios psicológicos.

E um abismo puxa outro. Aplique esse método regularmente e você obterá o esfacelamento da família original com casamentos homossexuais, abortos e ideologia de gênero. E a mais recente empreitada do progressismo, em nome da causa racial, é colocar negros contra brancos, demonizando até mesmo todo o departamento de polícia, mentindo acerca de estatísticas, dados e fatos.

A estratégia do evangelho, assim como seus valores, é diametralmente oposta à do progressismo:

 

1. Responsabilização — Uma das primeiras e mais simples verdades que aprendemos quando evangelizados é que todos somos pecadores e, por consequência, merecedores da condenação eterna (Jo 3.18; Rm 3.23; 5.12). Depois que nos convertemos, crescemos, então, no conhecimento bíblico acerca de nós mesmos e aprendemos que somos totalmente depravados e incapazes de buscar a Deus (Jo 3.19-21; Rm 3.10; Ef 2.1). Descobrimos também que o único inocente nessa história é o Senhor Jesus Cristo (2Co 5.21; 1Pe 2.22; 3.18; 1Jo 3.5). Logo, o processo de vitimização serve tão somente para fomentar a vingança com a mitigação de qualquer freio moral, o que é frontalmente antibíblico (Rm 12.17-19). Aliás, o próprio Senhor Jesus demonstrou uma postura totalmente diferente das “vítimas da sociedade” dos dias atuais, quando posto sob injustiça (At 8.32). Diante disso, o crente é aquele que se responsabiliza por seus atos, confessa-os e abandona-os, algumas vezes até reparando materialmente o erro cometido (Pv 28.13; Is 55.7; Lc 19.8; Tg 5.16).

 

2. Unificação — Enquanto a demonização de um indivíduo ou de um grupo visa ao seu extermínio — nazismo manda lembranças — nós, cristãos, somos advertidos a superar as diferenças sociais, étnicas, culturais e econômicas para nos unir a Cristo e nele sermos um (1Co 12.13; Gl 3.28; Cl 3.11). Ademais, até mesmo as preferências “ideológicas” — não confundir entre o que é certo e errado — devem ser suprimidas pelo bem da união em Cristo (1Co 1.10-13). Eivado desse sentimento, o cristão é aquele que coloca o interesse alheio acima do próprio e promove humildemente a unidade cristã (Fp 2.1-4). A demonização assassina cria a mentalidade do “nós contra eles”, ao passo que a fraternidade cristã levanta a bandeira “Cristo por todos e todos por Cristo”.

 

3. Nova vida — Enquanto o progressismo oferece ao homem perdido uma causa para abraçar e pela qual viver, o cristianismo requer o abandono do velho homem com suas ideias e ideais para inaugurar uma nova vida (2Co 5.17; Ef 4.24). Não se trata de adotar uma nova razão de vida, mas a completa renovação do que estava morto (Ef 2.1). Pautas mundanas como feminismo, ambientalismo, Antifa e movimentos raciais são deficientes no preenchimento da razão de ser do homem. Somente o evangelho, com sua avassaladora transformação, é capaz de aquietar os clamores por justiça no coração humano e renová-lo na medida do varão perfeito, que é Cristo (Ef 4.13-15).

 

4. Verdade — No ambiente da pós-verdade, o progressismo conseguiu rebatizar a mentira e chamá-la de verdade (Rm 1.24-32). A mídia e as redes sociais estão infestadas com sua própria “versão” dos fatos e abandonaram por completo a verdade objetiva. Para o cristianismo, a verdade faz parte de sua própria essência (Jo 8.32; 17.17; Ef 4.24-25). Enquanto o mundo se esbalda na mentira para angariar prosélitos de suas pautas, o cristão oferta sua própria vida para defender a verdade bíblica e absoluta (1Tm 3.15).

É impossível para o crente abraçar qualquer pauta do mundo com que, aparentemente, compartilhe um propósito, pois diverge no método e na essência. O mundo matou o Senhor e, desde então, quer exterminar seus seguidores e seus valores (Jo 15.18-23). Hoje, utiliza o progressismo para intentar esse pérfido desígnio.

Num cenário assim, não há escapatória para o cristão verdadeiro: o resultado de uma vida piedosa é a perseguição (2Tm 3.12). Portanto, cingindo o nosso entendimento, estejamos prontos para empunhar as armas da nossa milícia (2Co 10.4-5) e participar dos sofrimentos de Cristo (2Tm 2.3; 1Pe 4.13), sabendo que a perseguição tem efeito duplo: a purificação da igreja e a semeadura do evangelho.

Pr. Isaac Araujo Pereira

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