Terça, 11 de Agosto de 2020
   
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A Palavra Doce e Agradável

Criacionismo

O Brasil é um dos maiores produtores de mel do mundo, tendo galgado posições mais altas entre os produtores internacionais nos últimos dez anos. Atualmente, segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), ocupa a 9ª posição mundial (relatório de 2016), estando atrás da China, Nova Zelândia e Argentina. Todavia, o mel brasileiro é considerado um dos melhores do mundo em qualidade, tendo no mercado europeu — que preza por produtos orgânicos sem a presença de antibióticos e pesticidas — um dos seus maiores destinos comerciais. Tal qualidade é oriunda da extração majoritariamente caseira de seus produtores, em um privilegiado país com grande extensão territorial e excelentes clima, flora e biodiversidade. Ademais, a presença da abelha africanizada (uma abelha híbrida entre a espécie ocidental Apis mellifera e africana A. m. Scutellata), muito resistente a pragas, introduzida no Brasil na década de 1950, favoreceu a produção nacional de mel.

Para o evolucionismo, as abelhas supostamente surgiram de dentro de um grupo de vespas carnívoras no meio do período cretáceo, na mesma época em que as plantas com flores começaram a se espalhar, cerca de 130 milhões de anos atrás. Todavia, não há, até o momento, uma explicação consensual plausível de como essa transição se deu. Além disso, as incríveis habilidades das abelhas, descritas nesta pastoral, impõem desafios ainda maiores às especulações evolucionistas e reforçam com docilidade o papel de um Criador de infinita inteligência que embelezou sua criação com insetos surpreendentes!

A estrutura de cera do favo de mel, produzida à temperatura de 27 °C por oito glândulas do abdômen de abelhas jovens, por meio de uma divisão de tarefas similar ao modelo industrial moderno, é a base sobre a qual a colônia de abelhas é construída. O favo é usado para receber ovos, criar ninhadas e armazenar mel. O produto de cera acabado tem a forma de múltiplos hexágonos superajuntados com o design ideal, pois armazena a máxima quantidade de mel com uma quantidade mínima de cera. Embora as paredes das células sejam de meros 50 a 70 milésimos de milímetro de espessura, sua resistência é tal que 1 quilo de cera de abelha — que contém cerca de 105 mil células hexagonais — pode armazenar 22 quilos de mel! A complexidade química da cera é algo que os cientistas ainda não conseguiram duplicar em laboratório e não é por acaso que favos de mel foram recuperados intactos das tumbas dos antigos faraós e até resgatados do mar, após anos de imersão, sem danos!

O mel é derivado do néctar que as abelhas de campo coletam de várias flores. Nesse tarefa, elas se comunicam e indicam, por meio de uma dança codificada, o caminho para sua fonte com precisão cartográfica em três componentes: distância até a fonte de néctar, angulação com relação ao Sol (atualizando o ângulo para o tempo transcorrido em que o Sol mudou de posição no céu!), e a quantidade de néctar disponível. O produto final, derivado de um complexo processo enzimático e de evaporação, possui mais de 200 substâncias como açúcares, aminoácidos, proteínas, ácidos orgânicos, flavonoides, ácidos fenólicos, vitaminas, minerais e compostos voláteis que confirmam Provérbios 24.13: “Filho meu, saboreia o mel porque é saudável, e o favo porque é doce ao teu paladar”.

Outra característica fantástica das abelhas é o gerenciamento da temperatura da colmeia por meio de um refinado termostato. Para que a rainha ponha ovos, a temperatura da colmeia deve estar próxima de 34 °C. Para que a metamorfose do ovo em forma adulta ocorra, a temperatura precisa estar entre 33 e 34 °C. Se houver muito frio, as abelhas se amontoam, contraindo repetidamente o músculo ligado às asas para gerar calor e manter a colmeia quente. Por outro lado, caso a colmeia fique muito aquecida, um alarme é acionado dentro das abelhas e é retransmitido para toda a colônia. As abelhas forrageadoras largam o que estão fazendo e se dirigem imediatamente até a fonte de água mais próxima e voltam com a boca cheia. As abelhas domésticas, então, recebem a água e a derramam sobre os favos (pentes) ao passo que o restante das abelhas baterá asas vigorosamente, em uníssono, abanando a colmeia como um grande radiador!

Vivemos em tempos em que palavras agradáveis, doces como o mel, que fazem bem para a alma (Pv 16.24) estão sumindo de nossas conversas com amigos, dentro de nossas famílias, em redes sociais e noticiários. Talvez não seja por acaso que exista a antitética expressão “cuspir marimbondos”, usada em referência a alguém com raiva, colérico. O crente, contrariamente ao que o mundo tem feito, deve espelhar seu vocabulário e palavras no favo de mel bíblico, não apenas pela doçura do mel ali contido, mas pela quantidade que o favo consegue conter. Que sejam abundantes, como os favos de mel, as palavras agradáveis dos crentes em todo mundo.

Ev. Leandro Boer

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