Segunda, 25 de Maio de 2020
   
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Desconecte e Ore

Pastoral

A tecnologia, sem dúvida alguma, tornou-se uma ferramenta imprescindível à realidade humana. Por meio dela, prolongamos nossa longevidade com a pesquisa e utilização de remédios, vacinas e tratamentos clínicos. Amplificamos nossa produtividade por meio de computadores, Internet, smartphones, câmeras fotográficas e filmadoras, tablets, drones. Podemos viajar para qualquer parte do mundo em apenas algumas horas ou nos conectar, em poucos segundos, com quem está do outro lado do globo.

O desenvolvimento tecnológico também trouxe acesso quase instantâneo à informação. Com apenas alguns cliques conseguimos ver, em tempo real, o que está acontecendo em qualquer rincão do planeta ou até mesmo fora dele. O modo como nos entretemos também foi moldado pelo avanço tecnológico. A literatura, o cinema, o teatro, a música, as artes plásticas estão na ponta de nossos dedos no celular, tablet ou no controle remoto da TV.

Todos esses recursos agregaram inúmeras facilidades à experiência humana. Entretanto, a velocidade tecnológica ocasionou inesperadas vicissitudes. Por exemplo, a pandemia do novo coronavírus que estamos enfrentando alcançou todos os países do mundo em apenas cinco meses de propagação. Diferente das pandemias do início do século 20, a rapidez com que uma doença se alastra no século 21 é muito maior do que a velocidade de um avião.

Igualmente, a agilidade e o excesso de informação nos abatem muito mais do que aliviam. Os jornais, noticiários, redes sociais, podcasts, lives, tweets, stories e posts bombardeiam nossos olhos e mentes com informações inúteis que nem sequer procuramos ou precisamos. Mesmo assim, elas estão lá, apresentando-se como imprescindíveis à nossa realidade. E, nesse tempo de pandemia, o que mais ansiamos são notícias acerca de remédios, tratamento e cura para a Covid-19. No entanto, esse turbilhão de relatos rouba nossa paz e boa porção do nosso tempo.

Em circunstâncias parecidas, em meio a vozes, pedidos, conselhos, clamores, notícias, críticas e ameaças, o Senhor Jesus se retirava para orar e dedicava boa parte do seu tempo junto ao Pai (Mt 14.23). Mesmo com a agenda lotada e com o ministério pujante, o Senhor não hesitava em dedicar um longo período a sós com Deus (Mc 1.35). Antes de tomar decisões importantes, Jesus buscava conselho com o Pai, sacrificando até mesmo o tempo de sono (Lc 6.12-13). E, no final de sua vida, quando a morte lhe bateu à porta e o temor tomou conta de seu coração, ele derramou toda sua angústia diante do Senhor (Lc 22.41-44).

Jesus demonstrou que a oração desempenhou um papel de extrema importância em sua vida e ministério. Por meio de suas conversas com Deus ele encontrava forças, ânimo e direção para cumprir a vontade daquele que o enviou. Nossa geração, no entanto, acometida pelo excesso de afazeres, distrações e entretenimento, depôs a oração de seu local de primazia na vida cristã.

Em nossa procura frenética pela notícia que nos dará paz, a Bíblia nos relembra que somente o Senhor é o provedor de paz em qualquer circunstância (2Tm 3.16). Talvez, essa pandemia deva servir para reorganizarmos nossa lista de prioridades e dedicarmos muito mais tempo à oração. Pelo bem da mente e do espírito, faça como Jesus: desconecte-se da tecnologia e do frenesi ao seu redor e ore frequente e intensamente.

Pr. Isaac Pereira

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