Domingo, 05 de Julho de 2020
   
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As Velhas Estratégias dos Inimigos da Fé

Pastoral

“Uma pessoa pode ser como ela achar correto ser... Existe algum tipo de perturbação em alguém que usa parte da sua vida para opinar sobre a sexualidade alheia. Pior ainda, agem dessa maneira em nome de Deus. Imaginar que se sabe o que Deus quer é algo um tanto quanto acima do tom”.

Essa fala pertence a um desses “intelectuais” da atualidade que têm feito a cabeça de muita gente. A estratégia empregada por homens assim é bastante conhecida: eles usam a influência que têm nas mídias para ridicularizar os crentes, desacreditar as Escrituras e cair na graça do povo.

Isso, no entanto, não deve nos assustar. Em João 15.19 está escrito: “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia”. Ser chamado de “perturbado” pelo fato de se opor à promiscuidade e considerar a Bíblia como único manual de fé e conduta deve soar a nós, na verdade, como um elogio.

Os servos de Deus há muito tempo sofrem perseguições das formas mais variadas. Os pagãos cultos de antigamente consideravam os cristãos pessoas ignorantes e desprezíveis, cuja crença não passava de um emaranhado de contradições. Na tentativa de depreciar a fé cristã, alguns chegaram a dizer que Jesus era filho ilegítimo de Maria com um soldado romano. Até de canibalismo os crentes eram acusados, já que na ceia participavam “do corpo e do sangue de Cristo”. Essas e muitas outras falsas acusações — todas elas feitas de maneira pública — tinham apenas um objetivo: desmoralizar o povo de Deus. Contudo, mesmo diante de todas as calúnias, os crentes fiéis se mostraram resilientes.

Ocorre que nem todos estão dispostos a sofrer esse tipo de ataque. Na tentativa de não receber oposição, muitas igrejas adotam uma postura “inclusivista”. Em ambientes assim, o lema é: venha como está e permaneça como quiser! Nessas comunidades, as pessoas não são confrontadas pela Palavra e, dessa forma, não encontram nenhuma oposição em relação ao modo libertino como conduzem suas vidas. As ministrações têm como objetivo principal agradar os ouvintes, nem que, para isso, os falsos pregadores julguem necessário desqualificar Cristo de seus atributos divinos. Os integrantes desses grupos não se dedicam à oração, nem ao estudo regular das Escrituras. Nada é requerido deles, exceto suas ofertas generosas.  Igrejas assim, superamigas do mundo, são bem-vistas pelos inimigos de Deus.

Aos crentes fiéis, porém, o apóstolo Pedro diz: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo” (1Pe 4.12). Pelo menos dois conselhos podem ser extraídos desse texto. O primeiro deles é: não se espante com os ataques dos incrédulos. O mundo pagão, nos tempos da igreja do primeiro século, estranhava o fato de os cristãos não participarem de suas vidas depravadas. Diante disso, a reação imediata dos incrédulos era atacar os crentes com injúrias e difamações (1Pe 4.4). As retaliações sofridas pelos santos sempre existirão, desde que eles permaneçam firmes no caminho do Senhor. E isso não deve ser visto como algo estranho ou fora do comum. Sendo assim, quando houver ataques em decorrência de sua fé em Cristo, não se espante, pois essa é a reação do mundo que odeia a verdade.  

O segundo conselho que se depreende deste texto é: seja aperfeiçoado nas perseguições.  A figura utilizada pelo apóstolo no versículo 12 é a do fogo usado pelo ourives para purificar o ouro. Em meio às depreciações, os leitores de Pedro são encorajados a se manter firmes, sabendo que, mesmo defronte às investidas do inferno, Deus opera na fé dos seus filhos. Do mesmo modo, devemos estar conscientes de que o Senhor trabalha no desenvolvimento da fé de seus servos de acordo com seus propósitos, ainda que, para isso, ele se utilize do sofrimento.

Assim, diante das velhas estratégias dos inimigos da fé, mesmo que sejamos momentaneamente afetados de algum modo, devemos permanecer inabaláveis, pois ainda que tentem nos defraudar e entristecer, alegremo-nos, pois sabemos que, em alguma medida, estamos participando dos sofrimentos de Cristo e, quando, enfim, for revelada a sua glória, exultaremos com alegria ainda maior (1Pe 4.13).

Robson Alves

 

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