Quarta, 08 de Abril de 2020
   
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A Idade dos Diamantes

O Brasil foi o líder mundial da produção de diamantes nos anos 1700 e começo dos anos 1800, e continua sendo uma fonte contínua da produção diamantífera por três séculos! Minas Gerais, por 150 anos, tornou-se o maior provedor de diamantes do mundo. Aliás, um de nossos pastores — Thomas Tronco — foi missionário na cidade de Grão Mogol (MG), que leva o nome do quarto maior diamante encontrado no mundo, na Índia. Também é de Minas Gerais a histórica Diamantina, de onde escoava o tesouro mineral para os portos fluminenses do Rio de Janeiro e Paraty. O Brasil é famoso pela existência de diamantes com cores sofisticadas como amarelo, verde, cor-de-rosa e vermelho, muito apreciados no mercado internacional. Ademais, após 1840, uma pedra singular — o diamante negro — começou a ser extraído na Bahia.

O extrativismo contribuiu para a extensão territorial de nosso país: o Meridiano de Tordesilhas, fixado pelo papa Alexandre VI, em 1494, foi completamente ignorado pelos garimpeiros (bandeirantes) que, atraídos pela beleza e riqueza da pedra, expandiram a área portuguesa para além do acordo, a oeste.  Hoje, todavia, o País contribui com menos de 1% da produção mundial porque a África emergiu como grande fonte diamantífera quando, em 1867, os brilhantes foram encontrados nos rios Orange e Vaal, na África do Sul. De qualquer forma, o potencial diamantífero brasileiro é maravilhoso e ainda enigmático.

Outra curiosidade sobre o diamante se refere ao fato de ser a substância mais dura conhecida, tendo o seu interior muito resistente à contaminação por outros elementos químicos. Esse mineral requer uma pressão muito alta para se formar — pressão encontrada naturalmente na Terra apenas em profundidades em torno de 100 a 200 quilômetros abaixo da superfície. Por conseguinte, os geólogos acreditam que as pedras que encontramos devem ter sido transportadas supersonicamente para a superfície em erupções extremamente violentas através de tubos vulcânicos. A maioria dos diamantes é encontrada nesses tubos, como os kimberlitos, enquanto outros foram liberados pela erosão da água e depositados ao longo de rios, como o Jequitinhonha, no Brasil.

Segundo os evolucionistas, os diamantes se formaram entre 1 bilhão e 3 bilhões de anos atrás. Muitas pessoas pensam que a datação por radiocarbono (Carbono-14) aponta para a idade bilhões de anos, mas o problema é que o Carbono-14 decai muito rápido para essa bilionária inferência. Sua meia-vida (t½) é de apenas 5.730 anos — ou seja, a cada 5.730 anos, metade do radiocarbono decai. Após duas meias-vidas, resta 1/4; depois de três meias-vidas, apenas 1/8; depois de dez meias-vidas, resta menos de um milésimo. Sendo assim, se as amostras tivessem realmente mais de um milhão de anos, não restaria radiocarbono para ser quantificado. Mas não é isso que descobrimos com detectores de Carbono-14 de alta sensibilidade.

Alguns anos atrás (1997-2005), uma ação chamada projeto RATE (Radioactivity and the Age of The Earth) do Institute for Creation Research (ICR), o Creation Research Society (CRS) e o Creation Ministries International (CMI) foi realizada para pesquisar minuciosamente a radioatividade e a validação dos testes que têm inferido a idade da Terra. Diamantes de várias localidades, incluindo seis diamantes aluviais da Namíbia, foram analisados e constataram-se níveis de radiocarbono pelo menos dez vezes acima do limite de detecção! Logo, não deveria haver qualquer radiocarbono se eles tivessem mais de um bilhão de anos. Pelo contrário, os níveis encontrados apontavam para uma idade muito inferior a um milhão de anos, ou seja, uma Terra “jovem” como o relato de Gênesis nos traz!

A Palavra de Deus fala sobre uma grande mina de diamantes em franca atividade desde que o pecado entrou no mundo: o coração humano. Ao invés de usar o brilhante como uma analogia elogiosa, Deus escolheu usar a ductibilidade (dureza incomparável do diamante) para mostrar como nossas atitudes negligentes com seus preceitos, especialmente no que refere aos irmãos da fé, traz pressão suficiente para transformar nossos corações na substância mais dura e impenetrável da Terra: “Assim falou o Senhor dos Exércitos, dizendo: Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um para com seu irmão. E não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu irmão. Eles, porém, não quiseram escutar, e deram-me o ombro rebelde, e ensurdeceram os seus ouvidos, para que não ouvissem. Sim, fizeram os seus corações como pedra de diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito por intermédio dos primeiros profetas; daí veio a grande ira do Senhor dos Exércitos.” (Zc 1.9-12).

Por isso, deixe que o Senhor Jesus, como grande escultor de vidas e artesão de almas, lapide seu coração para que ele reflita a beleza e o valor dos mais puros diamantes.

Ev. Leandro Boer

 

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