Quarta, 11 de Dezembro de 2019
   
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Carvão Mineral: o Legado Energético do Dilúvio

Criacionismo

Depois do petróleo, o carvão mineral é a segunda fonte de energia mais utilizada do mundo, sendo responsável por mais de 40% da energia elétrica utilizada em todo o planeta. Mesmo antes do advento da energia elétrica em larga escala, o carvão mineral foi muito usado pela humanidade para a geração de calor, cozimento de alimentos e manipulação de metais. A primeira revolução industrial, no século 18, teve o carvão mineral como principal fonte de energia para que as máquinas a vapor colocassem, para sempre, a atividade manufatureira de outrora no rumo da industrialização. No Brasil, a energia elétrica proveniente do carvão vegetal, por ser pouquíssimo utilizada, não é tão conhecida pelos brasileiros. De fato, Deus nos concedeu a graça da abundância de água para que nossas usinas hidrelétricas produzissem 95% da energia elétrica que consumimos.

Segundo a visão uniformitarianista-evolucionista, o carvão mineral foi formado há mais de 300 milhões de anos por meio do soterramento, compactação e elevação de temperatura e pressão de grande quantidade de material orgânico vegetal em turfeiras ou pântanos. Todavia, essa teoria apresenta dificuldades de harmonização com as evidências geológicas disponíveis. Já o catastrofismo, por meio do dilúvio que sobreveio à geração de Noé, parece explicar melhor a origem das vastíssimas jazidas de carvão mineral espalhadas em todo mundo.

A Austrália é um dos maiores produtores de carvão mineral do mundo. E sua exploração, como na bacia de Gippsland, permite-nos avaliar características dessa enorme jazida que se opõem à visão uniformitarianista. A primeira objeção é que não há sinal de solo sob o carvão como seria esperado caso a vegetação crescesse, morresse e se acumulasse em um pântano. Ao invés disso, o carvão repousa sobre uma espessa camada de argila que não contém raízes como deveríamos encontrar.

A segunda objeção é que há distintas camadas de cinzas vulcânicas que correm horizontalmente entre o carvão. Se a vegetação tivesse crescido em um pântano, essas camadas de cinzas não estariam presentes, pois as plantas pantanosas, após cada erupção vulcânica, recolonizariam, com o passar do tempo, as cinzas depositadas, transformando-as em solo.

Outra objeção importante é que a vegetação encontrada no carvão não é do tipo que se observa hoje em pântanos. Ao contrário, é o tipo de vegetação encontrada em florestas tropicais das montanhas, como nas da ilha da Nova Guiné, entre 1.200 e 2.200 metros acima do nível do mar. Ainda relacionado à vegetação, grandes troncos de árvores quebrados e distribuídos em diversas orientações nas jazidas de carvão não são consistentes com a ideia de um acúmulo lento em um pântano, ao longo de milhões de anos, mas indicam um catastrófico e violento transporte de árvores pelas águas do dilúvio.

Por último, dentro das camadas de carvão existem ricos estratos de pólen de até meio metro de espessura, dificultando a noção de que tanto pólen pudesse acumular gradualmente em um pântano sem que também fosse dissipado ou recolonizado pela vegetação, o que o transformaria em solo. Todavia, a água corrente do dilúvio poderia separar a vegetação em seus diferentes componentes, incluindo o pólen, resultando em camadas como esse peculiar e espesso estrato que permeia a jazida.

Recentemente, a utilização do carvão mineral tem sido largamente criticada por causa da poluição e agravamento do efeito estufa. Todavia, podemos olhar para as ainda vastas jazidas de carvão mineral como uma lembrança de como Deus, simultaneamente, destruiu os homens rebeldes, contemporâneos de Noé, e graciosamente providenciou um importante recurso energético para a preservação das gerações pós-diluvianas até os dias atuais. E, ainda mais relevante para os crentes de hoje, podemos olhar para todo esse carvão como um lembrete da purificação espiritual a que somos chamados por Deus para o exercício de sua obra santa, assim como procedeu com o profeta Isaías:

Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado (Is 6.5-7).

Ev. Leandro Boer

 

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