Quarta, 17 de Julho de 2019
   
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O Grupo Sanguíneo de Adão e Eva

Segundo a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, a distribuição dos grupos sanguíneos ABO na população brasileira, não considerando o fator Rh (mais de 80% da população é Rh+), é de 45% para o tipo sanguíneo O, 42% para tipo A, 10% para o tipo B e apenas 3% para o tipo AB. Todavia, a distribuição dos grupos sanguíneos varia entre os países, gerando diferenças nas necessidades de estocagem do líquido em seus respectivos bancos de sangue para os mais diversos fins médicos que salvam vidas.

Uma das dúvidas comuns sobre o relato de Gênesis a respeito da origem da humanidade ter um único casal original — Adão e Eva —, ambos criados por Deus, é com relação ao surgimento dos grupos sanguíneos e como eles se espalharam pelas gerações posteriores.

É importante lembrar que Adão e Eva não foram criados ao mesmo tempo, sendo que Eva foi criada de uma das costelas de Adão: “Então, o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe” (Gn 2.21-22).

Com base no relato bíblico acima, um modelo possível é que Eva era um clone de Adão, exceto, é claro, por seus cromossomos sexuais, já que as mulheres são XX e os homens são XY. Mais recentemente, o Dr. Carter e o Dr. John Sanford (autor do livro Entropia Genética & o Mistério do Genoma, de 2005) propuseram que Eva era um clone haploide de Adão, ou seja, Deus não eliminou apenas o cromossomo Y, mas metade do genoma de Adão, e depois duplicou toda a outra metade. Logo, onde Adão era heterozigoto, não apenas nos cromossomos sexuais como em todos os outros cromossomos autossômicos, Eva era homozigota, incluindo o cromossomo 9 onde está o gene que define o grupo sanguíneo.

Nesse caso, é mais provável que o gene A tenha sido duplicado do AB heterozigótico de Adão para, então, criar Eva homozigótica AA. Isso poderia fornecer o porquê de o grupo sanguíneo A ser muito mais comum que o B. Quanto ao grupo O, há consenso entre criacionistas e evolucionistas de que é uma mutação inicial do gene A. É importante ressaltar que o surgimento do grupo sanguíneo O é decorrente da perda de informação (que comprometeu a habilidade da transferase do tipo A a ligar a N-acetilgalactosamina à substância H). Como o grupo O é tão comum em todo o mundo, é possível que tenha surgido antes da dispersão da população em Babel, talvez mesmo antes do dilúvio.

A homozigose de Eva sugerida acima não deve causar preocupações como a consanguinidade moderna gera. O principal problema da consanguinidade nos dias de hoje são as mutações acumuladas ao longo das gerações, incorrendo em risco de homozigose em um alelo mutante. Todavia, visto que Deus criou tudo “muito bom”, Adão e Eva não foram criados com nenhuma mutação que pudesse causar algum problema em homozigose.

Como dito anteriormente, temos hoje tribos, povos e nações com diferentes prevalências do grupo sanguíneo ABO, mas, pela obra redentora de nosso Deus, tem ocorrido a convergência de todas as diferenças mediante o sangue de uma única pessoa, Jesus Cristo. Louvado seja o Senhor, pois pessoas de sangue A, B, O e AB são salvas e redimidas, todos os dias, pelo sangue do Cristo:

“E entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação” (Ap 5.9).

Ev. Leandro Boer

 

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