Sábado, 22 de Fevereiro de 2020
   
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Nossa Meta Suprema

Pastoral

Neste ano, o Brasil tem hospedado os jogos olímpicos e todos os brasileiros, mais do que nunca, estão ligados nas informações acerca do desempenho dos atletas, das suas façanhas e do quanto lutaram para chegar até onde chegaram.

Mesmo com os jogos tendo começado mui recentemente, já assisti a várias entrevistas com diferentes atletas. Todos revelam que o esporte que escolheram se tornou praticamente a vida deles, consumindo todo seu tempo, todas as suas forças e se constituindo na razão de sua existência aqui. Alguns deixaram família, emprego e estudos para viver somente treinando e participando de competições nacionais e internacionais. Outros, especialmente na fase inicial da carreira, se desfizeram de tudo que tinham para investir a totalidade de seus recursos na modalidade de esporte que passaram a amar com o coração inteiro. Todos eles têm um só alvo: ser o melhor do mundo, e isso com reconhecimento global!

Eu não sou o tipo de crente que vê os esportes com desconfiança "espiritual", achando que o diabo, de alguma forma, está sempre atuando por meio de uma bola de futebol ou basquete. Conheci muitos irmãos assim. Eles creem que esporte é coisa de Satanás (afinal de contas, as Olimpíadas surgiram em honra ao deuses do Olimpo!). Por isso, nunca veem uma partida de vôlei na TV e até proíbem seus filhos de brincar com uma bola de plástico no quintal.

Outros são mais flexíveis, mas mesmo assim ficam com um pé atrás quando o assunto é esporte. Eles têm certas reservas porque Paulo diz: "O exercício físico para pouco é proveitoso" (1Tm 4.8). Talvez seja perda de tempo tentar explicar para eles que, nesse texto, Paulo não fala sobre corridas, flexões de braço, natação ou exercícios de musculação. Quando enunciou essa frase, o que Paulo claramente tinha em mente, à luz do contexto da passagem, era a rígida disciplina corporal imposta aos homens pelos falsos mestres do gnosticismo nascente (veja os vv.1-3). Aqueles líderes heréticos impunham uma dieta rigorosa aos seus adeptos, além de proibir que desfrutassem dos prazeres corporais do casamento. O apóstolo, então, diz que essas práticas tinham pouco proveito, sendo mais importante a pessoa crescer no exercício da piedade.

Seja como for, o que quero destacar é que Paulo não fala aqui sobre exercícios do tipo que as pessoas fazem nas academias. Assim, não há motivo algum para o crente ver os esportes com desconfiança. Podemos, sim, jogar bola, brincar numa quadra de basquete, praticar natação, andar de bicicleta e até treinar caratê.

O que, porém, deve nos deixar cismados quando vemos as Olimpíadas é ver aquele monte de jovens vivendo integralmente para um ideal que, no fim das contas, não passa de vaidade, a busca de uma realização fugaz. Os atletas olímpicos, em sua maioria, perseguem um sonho de grandeza: o alvo de receber aplauso, reconhecimento e admiração no grau mais elevado possível e da parte do mundo inteiro. Eles querem a todo custo provar aquela sensação de vitória que os destaque entre os demais seres humanos e prove que são pessoas especiais que, em algum sentido, situam-se acima dos homens comuns.

Talvez, nem todos atletas olímpicos tenham esse sentimento. Talvez, muitos o tenham mas não estejam conscientes disso. É Deus quem sonda os corações. Contudo, conhecendo a natureza humana à luz da Bíblia, penso que no fundo, no fundo...

Bom, o fato é que existe um propósito para a vida que supera em muito as honras deste mundo buscadas pelos atletas. Um propósito pelo qual vale a pena investir tempo e dinheiro. É um alvo de vida que, diferente das medalhas olímpicas, quando atingido, traz uma satisfação permanente que não murcha. É uma meta que, quando buscada, é premiada com uma honra que não cai no esquecimento, como ocorrerá com as honras concedidas a Michael Phelps e Usain Bolt. E esse propósito de vida se depreende das palavras de Paulo em 2Coríntios 5.15: "E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou".

O alvo de vida que Deus dá aos crentes é este: viver para Cristo. Nossa meta suprema como cristãos deve ser usar nossas forças, nosso tempo, nossa saúde, nossa formação intelectual, nossas propriedades, nossos talentos e nossas influências para promover a glória de Cristo neste mundo. Esse modo de vida não trará a aprovação da maioria das pessoas e não fará ninguém vibrar gritando nosso nome. Contudo, é na busca desse ideal que reside o sentido e a felicidade aqui, pois o Senhor mesmo disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á" (Mt 16.24-25).

Pr. Marcos Granconato

Força e Fé
Soli Deo gloria

 

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