Quinta, 06 de Agosto de 2020
   
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Mongóis em Bagdá

Pastoral

Bagdá, a capital do Iraque, foi, durante quinhentos anos, um grande centro de ciências, letras e artes. Ali, mergulhados num cenário belíssimo repleto de grandes palácios e ricas mesquitas, filósofos, matemáticos, poetas e astrônomos produziam obras preciosas que enriqueciam a civilização.

Em 1258, porém, os exércitos mongóis de Houlagou, neto de Gêngis Khan, invadiram a cidade. Tudo foi saqueado, arrasado e destruído pelo fogo. As ruas e as praças ficaram inundadas de sangue e os livros das grandes bibliotecas foram jogados no rio Tigre, formando uma ponte sobre a qual os mongóis passavam a cavalo.

Contei essa história para minhas filhas e elas acharam os mongóis “muito bobos”. Afinal, se eles conseguiram conquistar a cidade, para que destruí-la? Um palácio ou uma biblioteca não são mais úteis em pé do que em ruínas?

Fiquei feliz por perceber que minhas filhas são mais inteligentes do que os mongóis. Por outro lado, elas não entenderam uma coisa: a maldade, o vício, a barbárie e a ignorância nutrem no homem valores muito diferentes daqueles que os sábios cultivam.

Para os bárbaros ignorantes, tanto daqueles dias como nos de hoje, a virtude, o respeito, o saber, a ordem e a decência não valem nada. Eles riem dessas coisas e não as buscam, provando que o pecado desumaniza o ser humano, lançando-o na condição de um bruto irracional (Jd 10).

Será que há mongóis na nossa Bagdá, ou seja, no meio do povo de Deus? Será que há pessoas nas igrejas que desprezam a decência, o saber e as coisas nobres? É bom ter cuidado. É claro que os mongóis são “muito bobos”, mas que eles destroem muito, destroem.

Pr. Marcos Mendes Granconato
Soli Deo gloria

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