Quarta, 05 de Agosto de 2020
   
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A Mão de Thomas Cranmer

Pastoral

Thomas Cranmer (1489-1556) foi arcebispo de Canterbury, na Inglaterra, nos dias da rainha Maria, a Sanguinária (1553-1558). Ele era um crente verdadeiro, sempre ensinando o evangelho puro a todos aqueles que o Senhor lhe confiara.

Como a rainha Maria era católica, logo começou a persegui-lo, a exemplo do que fez com muitos protestantes que existiam em seu reino. Por isso, Cranmer foi preso, permanecendo no cárcere por cerca de três anos.

Por esse tempo, torturado pelo medo, solidão, miséria e angústia, Cranmer assinou um termo de retratação em que dizia renunciar à fé bíblica e abraçar a doutrina papista. A rainha muito se alegrou com isso, mas, como o odiava profundamente, condenou-o, mesmo assim, à morte.

No dia de sua execução, Cranmer dirigiu um sermão ao povo. Ele disse acerca de sua retratação: “Escrevi aquilo por medo da morte e, se fosse possível, para salvar a minha vida... Ali escrevi muitas coisas falsas. E pelo fato de que minha mão direita pecou ao escrever contra o meu coração, ela será a primeira a chegar ao fogo, a primeira a ser queimada”.

De fato, logo depois, quando o amarraram numa estaca e lhe atearam fogo, ele estendeu a mão, pondo-a no meio das chamas, e ali a segurou firmemente, dizendo: “Sua indigna mão direita!”.

A história de Cranmer é dramática, mas isso não deve impedir que notemos nela algo muito comum: o uso indigno que os crentes muitas vezes fazem de seus membros. Por outro lado, essa história destaca também algo raro: o arrependimento verdadeiro, que é severo consigo mesmo e não mede esforços para não cair outra vez.

Qual desses fatos da experiência cristã é mais presente em nossa vida?


Pr. Marcos Granconato
Soli Deo gloria

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