Sexta, 23 de Agosto de 2019
   
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Provérbios 31.20-22

  

Provérbios 31.20-22

“Acolhe os necessitados e estende as mãos aos pobres. Não receia a neve por seus familiares, pois todos eles vestem agasalhos. Faz cobertas para a sua cama; veste-se de linho fino e de púrpura” (Pv 31.20-22 NVI).

O jornal Reading Eagle, do dia 18 de setembro de 1977, noticiou que, na cidade de Rotterdan, no Estado norte-americano de Nova York, uma jovem noiva discutiu com seu recém-casado marido e o atropelou com um carro, matando-o no caminho de casa logo após a recepção do seu casamento, segundo informaram as autoridades. O promotor que cuidou do caso afirmou que a noiva de 21 anos de idade, Joan Kenison, dirigiu sobre seu marido de 23 anos, Lewis, depois que o casal brigou logo que deixou o salão de coquetéis em que a recepção foi realizada. Não demorou nada para ela demonstrar seu gênio ruim e sua falta de amor pelos outros.

É triste ver tragédias como essa, motivadas por extremo amor próprio lado a lado com o desprezo pelos outros. Segundo a mãe de Lemuel, a mulher virtuosa é o oposto disso. Esse trecho parece vislumbrar as necessidades geradas pelo frio do inverno, certamente uma situação em que a omissão da mulher provoca sofrimento em todos ao seu redor. Esse conjunto de três versículos, que aborda a necessidade de vestimentas no frio, é construído sobre uma interessante ordem em que as necessidades são apresentadas. A primeira é a dos pobres, pelo que se diz que a mulher virtuosa “acolhe os necessitados e estende as mãos aos pobres”. Como o versículo anterior fala da atividade têxtil dessa mulher, o pano de fundo prossegue evidenciando a necessidade alheia que a mulher sábia atende com os recursos do seu trabalho e esforço descritos nos versículos 16 a 19. Assim, trata-se de uma mulher cuja virtude a torna generosa.

A segunda necessidade é a dos “familiares”, pelos quais a mulher virtuosa “não receia a neve” simplesmente porque “todos eles vestem agasalhos” que ela diligente e caprichosamente providenciou. Essa não é uma tarefa que ela deixa para última hora porque também é uma pessoa precavida. Por último, há ainda sua necessidade pessoal, pelo que ela “faz cobertas para a sua cama” e “veste-se de linho fino e de púrpura”. Com isso, a rainha-mãe não deixa de expressar que se trata de uma mulher equilibrada que mantém todas as necessidades cobertas em vez de tampar um buraco cavando outro. Certamente, essa ordem de prioridades é inversa à experiência cotidiana das pessoas. Normalmente, elas primeiro se preocupam consigo, depois com seus parentes e, por último, com os de fora. Mas não é aleatoriamente que tal ordem se forma aqui, mas intencionalmente, a fim de mostrar que as virtudes da mulher sábia são vistas na vida prática na forma de generosidade, precaução, dedicação, equilíbrio e bom senso. Sem tais qualidades, não importa que tipo de propaganda a mulher faça de si, pois não será de fato virtuosa. A virtude de verdade esquenta todos antes de o frio chegar.

Pr. Thomas Tronco

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