Segunda, 14 de Outubro de 2019
   
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Provérbios 27.19

  

Provérbios 27.19

“Assim como a água reflete o rosto, o coração reflete quem somos nós” (Pv 27.19 NVI).

Dizem que Pitágoras (ca. 570-496 a.C.), um dos maiores mestres de todos os tempos, exigia que seus alunos todas as noites se avaliassem a respeito do seu progresso naquele dia. Eles deveriam se perguntar tais questões: “Como me saí nos meus estudos hoje?”; “eu poderia ter aprendido mais?”; “será que eu poderia ter estudado melhor?”; “existe algo que eu tenho negligenciado?”. Como resultado, todos os seus alunos se tornaram proeminentes em seu aprendizado. É impressionante o que pode fazer um simples autoexame.

Esse resultado não deve nos espantar, mas nos lembrar de verdades que passam despercebidas em dias de tanto hedonismo como os nossos. O fato é que Salomão deve ter previsto dias como os atuais ou os viveu em certa medida, pois soube falar bem da diferença que há entre a aparência externa e interna das pessoas. Por isso, ele começa falando que “a água reflete o rosto”. No texto original a ideia é que, diante da água, o rosto produz a imagem do próprio rosto. A intenção é enfatizar que é possível ver e admirar a aparência externa do corpo. Até aí, não parece haver alguma novidade. Contudo, o ensino está no conjunto dessa frase com a segunda parte, que diz que “o coração reflete quem somos nós”. A construção do texto hebraico é semelhante à da primeira parte, de modo a dizer que, ao olhar para a água, o rosto reflete o próprio rosto, do mesmo modo, ao olhar para dentro de si, o coração do homem reflete o próprio homem.

Por que o escritor diria algo assim? Ao que tudo indica, ele queria apontar o fato de que as aparências enganam e impedem um crescimento verdadeiro. Assim, é como se dissesse que as pessoas não devem se iludir com sua aparência física, com suas habilidades, seus bens, status ou fama. A realidade não está no que os outros podem ver por fora, mas naquilo que a própria pessoa vê ao examinar seu coração, onde esconde as coisas que não quer que sejam vistas por mais ninguém. Por isso, nem sempre essa viagem ao interior do coração é bela e aprazível, mas é muito necessária. Do mesmo modo que quem não gosta do que vê no espelho busca melhorar a aparência, a consciência de que o coração tem abrigado valores e sentimentos ruins e errados deve fazer com que se comece um processo, em completa dependência de Deus, no qual se busquem a correção e a purificação interior. Aí, então, pela fé em Cristo e pela ação do Espírito Santo, você será belo por dentro e por fora.

Pr. Thomas Tronco

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