Quinta, 17 de Outubro de 2019
   
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Provérbios 24.17,18

  

Provérbios 24.17,18

“Não se alegre quando o seu inimigo cair, nem exulte o seu coração quando ele tropeçar, para que o Senhor não veja isso, e se desagrade, e desvie dele a sua ira” (Pv 24.17,18 NVI).

Assisti a um vídeo inusitado em um dia desses. Era uma cobrança de pênalti no final de um jogo de futebol. Pelo jeito, era a última cobrança. O atacante cobrou a penalidade chutando a bola no travessão superior, a qual foi rebatida para cima. Imediatamente, o atacante caiu ao chão em prantos e o goleiro abandonou a meta para comemorar com seus companheiros. Na sequência, a bola, que havia subido, inevitavelmente desceu e, com efeito, tomou o rumo do gol. Sem goleiro, a bola cruzou a meta e o ponto foi computado, dando a vitória ao time do atacante. Pelo jeito, o goleiro estava mais preocupado em comemorar a derrota alheia que em defender o seu próprio time.

Salomão sabia que os sentimentos são tão importantes quanto as ações. Por isso, ele diz “não se alegre quando o seu inimigo cair, nem exulte o seu coração quando ele tropeçar”. Pode parecer que esse provérbio trata exatamente do mesmo tema que os versículos 15 e 16, mas isso não é necessariamente correto. É possível, sim, que aquele que fica “de tocaia” (v.15) seja o mesmo que depois “se alegra” com a queda da sua vítima. Mas é possível que alguém que não tenha participado da emboscada ao justo venha a se alegrar e exultar com sua queda. Nesse caso, o fato de ele não participar pessoalmente da maldade não o isenta ao comemorar o revés alheio. Foi disso que Edom foi acusado pelo Senhor: “Você não devia ter olhado com satisfação o dia da desgraça de seu irmão; nem ter se alegrado com a destruição do povo de Judá; não devia ter falado com arrogância no dia da sua aflição. Não devia ter entrado pelas portas do meu povo no dia da sua calamidade; nem devia ter ficado alegre com o sofrimento dele no dia da sua ruína; nem ter roubado a riqueza dele no dia da sua desgraça” (Ob 12,13).

As palavras de Deus contra Edom têm uma razão, pelo que o motivo é “para que o Senhor não veja isso, e se desagrade, e desvie dele a sua ira”. Resumindo, se Deus resolve punir alguém por um mal e seus inimigos exultam com isso, demonstrando maldade no coração em vez de justiça, é possível que ele transfira sua ação disciplinar para os maldosos a fim de ensinar que seu julgamento não é ocasião para que zombadores pulem de alegria, mas temam a mão do Senhor. Por isso, em outro lugar, o escritor alerta que “quem se alegra com a desgraça não ficará sem castigo” (Pv 17.5b). Assim, não seja uma pessoa rancorosa ou desejosa de ver os inimigos caídos. Em vez disso, nem tenha inimigos. Lance mão do amor de Cristo que, em vez de odiar quem o odiava, morreu por eles para salvá-los.

Pr. Thomas Tronco

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