Terça, 20 de Agosto de 2019
   
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Provérbios 22.10,11

  

Provérbios 22.10,11

“Quando se manda embora o zombador, a briga acaba; cessam as contendas e os insultos. Quem ama a sinceridade de coração e se expressa com elegância será amigo do rei” (Pv 22.10,11 NVI). 

Em um livro notável publicado há vários anos, o ministro anglicano Canon Roger Lloyd (1901 - 1966) escreveu sobre uma conversa entre os demônios. Nela, um dos principais demônios instrui seus subordinados a respeito de uma tática antiga e eficaz da estratégia satânica. “Insira-se em situações simples que exigem funções claras e óbvias” — disse o demônio — “e depois a complique e complique novamente, até que finalmente ninguém envolvido nessas situações possa dar sentido à confusão”. Essa conversa é fictícia, obviamente, mas seu ensino é bastante real. Uma pessoa sozinha é capaz de destruir a paz e a unidade de um grupo.

Salomão, como administrador de um país, sabia o que era ter gente problemática ao seu redor e ter de administrar confusões desnecessárias. Como rei sábio, ele conhecia os meios de contornar dificuldades e de lidar com seus causadores. Contudo, o rei sabia que algumas pessoas nunca são razoáveis, não sendo possível corrigi-las. Nesse caso, o conselho do escritor é a expulsão da convivência com os outros, visto que, “quando se manda embora o zombador, a briga acaba”. Essa não é uma lição de falta de amor, mas de amor pelo grupo. Amar cem pessoas é melhor que amar apenas um, especialmente se esse um for aquele que, com suas ações, prejudica as outras cem. É claro que esse passo não deve ser o primeiro recurso, mas quando todos os outros já se esgotaram com insucesso, ao se expulsar para longe o zombador, “cessam as contendas e os insultos”. No final das contas, nem é possível conviver com uma pessoa que tem a missão de destruir a paz e a união de uma comunidade.

O contraste surge no versículo seguinte, no qual Salomão, em vez de falar de pessoas das quais é melhor se afastar, refere-se a “quem ama a sinceridade de coração”. Esse é o oposto do zombador, o qual, além do seu cinismo, abriga intenções perversas em seu íntimo. O homem de coração sincero não causa intrigas ou insultos, mas “se expressa com elegância”. Ele demonstra ter tato em suas palavras e atitudes, preocupando-se com os resultados do que faz ou diz. Por isso, em vez de o escritor expulsá-lo de sua presença, ele diz que um homem assim “será amigo do rei”. São pessoas cuja presença melhora o grupo e qualquer ambiente onde estejam. Tendo isso em mente, avalie se você é alguém que melhora a vida das pessoas ao seu redor quando está perto delas ou se você tem de ser expulso de sua presença para que elas possam caminhar em paz. Aproveite para analisar também a qualidade das pessoas das quais você tem se cercado. Companhia é coisa muito séria.

Pr. Thomas Tronco

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