Terça, 20 de Agosto de 2019
   
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Provérbios 22.7

  

Provérbios 22.7

“O rico domina sobre o pobre; quem toma emprestado é escravo de quem empresta” (Pv 22.7 NVI). 

No topo do domo do Capitólio dos Estados Unidos, em Washington, está a imponente estátua da Senhora Liberdade. Seu rosto é emoldurado por um elmo de estrelas. Em sua mão esquerda há um escudo listrado e estrelado. A Senhora Liberdade foi esculpida em Roma e transportada em um navio. Durante uma grande tempestade, o capitão do navio ordenou que parte da carga fosse lançada ao mar. Os marinheiros queriam jogar a pesada estátua junto com o restante, mas o capitão os impediu, gritando: “Não! Nunca! Nós afundaremos antes de jogar fora a Liberdade”. Essa história é inspiradora, assim como a que levou a escravidão ao fim. Infelizmente, há muitos modos mais sutis de alguém se tornar escravo de outro.

Um modo comum de escravidão, mesmo depois da abolição da escravatura, não vem por meio de grade e grilhões, mas pelo dinheiro. Nesse sentido, Salomão diz que “o rico domina sobre o pobre”. Isso não é nenhum segredo. Desde a Antiguidade, os ricos se associam e unem seus poderes monetários e políticos para realizar o que desejam sem que os pobres possam detê-los. Quando os pobres tentam se organizar para se antepor à arrogância e à cobiça dos ricos, normalmente são sufocados pela força comprada a altos custos e forjada por meio de influência e cumplicidade entre pares. Entretanto, o escritor tem um modo de escravidão bem mais específico, pois se refere não a quem é subjugado por exércitos ou tribunais, mas pelo dinheiro que se “toma emprestado”. Modo curioso de colocar a questão! Mas não é possível ignorar a lógica e a sabedoria da análise do rei de Israel sobre as relações financeiras entre ricos e pobres.

Desse modo, a escravidão financeira de que o escritor fala funciona assim: “Quem toma emprestado é escravo de quem empresta”. No passado isso ocorria, em suas últimas instâncias, de modo bastante literal. Quando um devedor não conseguia saldar sua dívida, ele e sua família eram tomados como escravos pelo credor, devendo eles trabalhar até que a dívida fosse integralmente quitada. Porém, mesmo hoje, quando não há mais escravidão, o homem que se torna devedor, seja de uma pessoa ou de uma empresa, acaba entregue às mãos do credor. As multas e as altas taxas de juros, especialmente bancários, dilapidam todos os bens de um homem caso ele não possa quitar seus débitos. Portanto, muito cuidado com os gastos que você faz. O comércio, especialmente em épocas de festas como o Natal, cerca seus produtos de luzes e brilhos para que os consumidores comprem o que não podem pagar. Mas não se engane: atrás das luzes há também grilhões.

Pr. Thomas Tronco

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