Segunda, 14 de Outubro de 2019
   
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Provérbios 22.2

  

Provérbios 22.2

“O rico e o pobre têm isto em comum: o Senhor é o Criador de ambos” (Pv 22.2 NVI). 

Durante uma sessão do agora inativo Conselho de Tutela das Nações Unidas, que tinha a função de cuidar de assuntos ligados à descolonização de territórios ocupados, Sir Hugh Foot, então representante da Grã-Bretanha, foi interrompido pelo delegado soviético enquanto contava os feitos do seu país ao libertar suas antigas colônias. O delegado soviético disse, com desdém, que estava entediado com aquela conversa. “É bem conhecido”, declarou ele, “que muitos primeiros-ministros do Parlamento foram ex-prisioneiros britânicos”. Sir Hugh retrucou dizendo que “é melhor transformar ex-prisioneiros em primeiros-ministros que transformar ex-primeiros-ministros em prisioneiros”. Além da espetada afiada que o delegado soviético levou, essa observação mostra como os rumos da vida são incertos.

Mais que nunca, a diferença entre ricos e pobres é patente aos olhos de qualquer um. Isso se deve às infinitas possibilidades para o consumismo moderno. Em outras palavras, há um número quase infinito de possibilidades de se gastar dinheiro. Nesse sentido, quem tem muitos bens lança mão dessas possibilidades, enquanto quem não tem passa vontade. Mas, apesar de tamanha diferença no estilo de vida entre ricos e pobres, esse provérbio age como um fator nivelador, dizendo que “o rico e o pobre têm” pelo menos um ponto “em comum”. Em primeiro lugar, diz que ambos vieram das mesmas mãos e fazem parte da mesma obra criativa. Isso quer dizer que ambos têm a mesma dignidade. O rico não é mais importante, capacitado ou desenvolvido que o pobre. Eles não compartilham apenas semelhanças biológicas, mas também a dignidade, visto que o mesmo Deus criou ambos.

Mas isso não é tudo. Quando Salomão diz que “o Senhor é o Criador de ambos”, ele usa uma forma que literalmente quer dizer que “o Senhor fez a todos eles”. O verbo hebraico cujo sentido é “fazer” serve tanto para indicar que Deus é o criador da existência humana, como o determinador da condição social. Quer dizer que Deus não apenas formou o homem, mas determinou como cada um deles iria viver, seja na riqueza ou na pobreza. Sendo a condição social dos homens dependente dos propósitos de Deus, a dificuldade que temos é de compreender tais propósitos sem ter o conhecimento amplo que o Senhor tem. Ainda assim, isso não é razão para rejeitarmos sua soberania e sabedoria, nem para classificar a riqueza como bênção e a pobreza como maldição. O fato que é Deus faz a cada um aquilo que precisa fazer para atingir seus propósitos e promover sua glória, sem que precise se explicar a nós quanto às suas razões ou seus métodos. Quanto a nós, não importa qual nossa condição social. Somos chamados a crer em Jesus e a sermos fiéis a ele. Afinal, nossa alegria não vem daquilo que nos pertence, mas daquele a quem nós pertencemos.

Pr. Thomas Tronco

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