Sexta, 22 de Novembro de 2019
   
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Provérbios 21.23

  

Provérbios 21.23

“Quem é cuidadoso no que fala evita muito sofrimento” (Pv 21.23 NVI). 

Há vários anos, foi desenvolvido um instrumento com a capacidade de amortecer as ondas sonoras antes que cheguem aos ouvidos. Eletronicamente, esse gadget é capaz de diminuir a pressão do ar em um dado espaço a fim de anular as vibrações sonoras. Assim, uma pequena “zona de silêncio” é formada em um raio de uns 60 centímetros, reduzindo em 75% os ruídos de fundo. É como abafar um som fechando a porta. Esse equipamento pode ser usado de muitas maneiras interessantes. Colocado sobre a cabeça de uma pessoa durante a noite, ele pode promover um sono bem tranquilo. Instalado próximo ao operador de uma máquina que emite um som estrondoso, ele protege o tímpano do trabalhador do ruído constante. É uma pena que ainda não inventaram um aparelho assim que bloqueie as palavras do tolo.

A verdade é que as palavras insensatas, segundo o escritor, têm a capacidade de trazer “muito sofrimento”, seja para o tolo em si ou para as pessoas ao seu redor. Esse assunto é muito recorrente em Provérbios, mas não por falta de assunto para Salomão abordar, mas pela própria frequência com que o problema se constata nos relacionamentos humanos, necessitando de um tratamento mais intenso por parte do escritor. O assunto é tão sério e recorrente que outros servos do Senhor abordam o assunto, como fez Tiago ao dizer que “a língua é um fogo; é um mundo de iniquidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno” (Tg 3.6). Vários autores bíblicos tinham algo a dizer sobre o tema, pois certamente testemunharam a ocorrência de “muito sofrimento” causado pelas palavras e pela indiscrição do tolo.

Porém, Salomão não se ocupou nesse texto de simplesmente criticar a tolice contida nas palavras dos ímpios, mas também de ensinar os sábios como agir nesse campo. Desse modo, ele afirma que o modo de evitar o “sofrimento” é o homem ser “cuidadoso no que fala”. Quer dizer que uma pessoa, para ser sábia, não pode dizer tudo que tem vontade, mas somente aquilo que passa por um crivo muito rigoroso. Às vezes, é preciso não dizer nada para dar curso à sabedoria. Tiago também tem algo a dizer sobre isso, de modo que ensina que “todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo” (Tg 3.2). Responda agora para você mesmo e de modo sincero: segundo esses parâmetros, você tem se parecido mais com o homem sábio ou com o homem tolo e insensato?

Pr. Thomas Tronco

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