Quinta, 21 de Novembro de 2019
   
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Provérbios 21.5

  

Provérbios 21.5

“Os planos bem elaborados levam à fartura; mas o apressado sempre acaba na miséria” (Pv 21.5 NVI). 

O imperador Menelik II (1844-1913) da Etiópia utilizou uma cadeira elétrica como seu trono real por muitos anos. Mas por que um rei faria uma coisa dessas? O que ocorreu foi que, durante o final da década de 1890, o imperador foi informado do novo método de execução de criminosos nos Estados Unidos, a saber, pela eletrocussão. Então ele encomendou três cadeiras elétricas de uma empresa norte-americana. Porém, ele se esqueceu de que a eletricidade ainda não tinha sido introduzida em seu país. Assim, a fim de salvar seu investimento, ele achou apropriado utilizar a cadeira como trono real. É impressionante o que a falta de planejamento pode ocasionar.

Quem dera exemplos como esse ficassem apenas no campo das curiosidades! Não haveria tantas tragédias e sofrimentos por afobação e prepotência de pessoas que agem sem refletir detalhadamente no que vão fazer. Para encorajar a paciência e a dedicação no planejamento, o sábio rei de Israel ensina que “os planos bem elaborados levam à fartura”. A primeira ênfase nessa afirmação está sobre a elaboração das ações a serem realizadas. Significa que o homem sábio, mesmo que tenha impulsos como todos os outros, não se deixa levar por eles. Ao contrário, reflete muito bem nos benefícios e consequências daquilo que deseja fazer e, pesando cada lado, age ou deixa de agir segundo o seu impulso. Fazendo isso, o texto leva à segunda ênfase que é o resultado descrito como “fartura”. Esse é um modo de se dizer que o plano bem elaborado tem êxito na sua concretização.

Por outro lado, Salomão antepõe o sábio ao tolo dizendo que o “apressado sempre acaba na miséria”. Alguns comentaristas associam a pressa do tolo, nesse caso, não somente à sua impulsividade, mas também à arrogância do versículo anterior, como se ele fosse tão prepotente que não sente necessidade alguma de planejar. Isso porque, com uma visão tão orgulhosa de si mesmo, ele se acha conhecedor de tudo, de modo a não precisar fazer planos como aqueles que não têm sua suposta capacidade. Seja por pura impulsividade que o tolo não pode conter, ou por um orgulho digno dos demônios, o tolo age de tal modo que alcança a “miséria” no lugar da “fartura”. Assim, o conceito moderno de que as pessoas têm de buscar imediatamente todos os desejos do seu coração devem ser vistos com muitas reservas pelos sábios. Estes devem buscar direção na Palavra de Deus, na oração e na meditação a respeito das opções de ação e das possibilidades em relação aos resultados. Deve fazer como um bom alfaiate, que só depois de medir e provar algumas vezes, sente-se apto a cortar o tecido e a fazer-lhe as costuras.

Pr. Thomas Tronco

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