Segunda, 09 de Dezembro de 2019
   
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Provérbios 20.22

  

Provérbios 20.22

“Não diga: ‘Eu o farei pagar pelo mal que me fez!’ Espere pelo Senhor, e ele dará a vitória a você” (Pv 20.22 NVI). 

Um dos melhores romances de todos os tempos, em minha humilde opinião, é o livro O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas. Nele, o jovem Edmond Dantés é vítima de um complô motivado por razões completamente egoístas de várias pessoas. Sua prisão sem julgamento e seu encarceramento no Castelo d’If foram absolutamente injustos. Enquanto estava preso, Dantés escreveu em sua cela “Deus me fará justiça” e viveu dessa esperança por muito tempo. Mas quando conseguiu fugir e se apoderou de uma grande fortuna, tudo em que conseguia pensar era vingança. Tramou um plano bem arquitetado e, um a um, foi abatendo seus inimigos. Porém, isso quase lhe custou a vida da sua amada e do seu filho. Felizmente, tudo acaba bem para ele. Porém, nem todas as histórias reais têm finais felizes, de modo que as perdas promovidas pela busca de vingança às vezes são maiores que o mal que é vingado.

É muito difícil sofrer injustiças. Pior ainda quando elas ficam impunes diante dos homens. Nesses casos, temos promessas divinas de que todas as maldades serão tratadas por ele. Mas nem sempre o injustiçado tem a paciência necessária para entregar a Deus o problema e deixar que ele o trate. Assim, quando a afobação supera a confiança e a obediência, o injustiçado tenta tomar a justiça em suas próprias mãos e vingar o mal. Muitas pessoas, incluindo crentes em Cristo, costumam ver lógica nessa ação conhecida como “bateu levou”. Mas o Senhor não aprova tal lógica, pelo que Salomão diz: “Não diga: ‘Eu o farei pagar pelo mal que me fez!’”. É outro modo de dizer “não se vingue”. Para quem está sofrendo arbitrariedades, é difícil ouvir um conselho desse tipo. Mas a orientação é “espere pelo Senhor e ele dará a vitória a você”. Quando se faz isso, o injustiçado volta a viver em paz, pois ele para de olhar o relógio da justiça e deixa que Deus aja no seu tempo e do seu modo.

O outro caminho é muito duro. A vingança traz muitos males ao vingador. Em primeiro lugar, ele pode não obter seus objetivos e se tornar cada vez mais frustrado com sua situação, deixando de notar e de usufruir o que tem de bom ao seu redor. Ou ele pode alcançar sua vingança e se tornar, justamente dessa vez, alvo de punição por seus atos. O fato é que quem abandona a graça de Deus e a paz que vem dela é como um homem que ingere um veneno que contamina a si e às pessoas ao redor, pelo que o autor de Hebreus alerta: “Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos” (Hb 12.15). Portanto, pense bem no que você vai fazer quando sofrer um revés desse tipo. É melhor ser injustiçado pelos homens e defendido por Deus do que ser vingado por suas próprias mãos e reprovado pelo Senhor.

Pr. Thomas Tronco

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