Sexta, 13 de Dezembro de 2019
   
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Provérbios 20.20

  

Provérbios 20.20

“Se alguém amaldiçoar seu pai ou sua mãe, a luz de sua vida se extinguirá na mais profunda escuridão” (Pv 20.20 NVI). 

Já ouvi algumas vez um famoso “causo” contado ao som de fundo de uma viola caipira. Era a história de um filho que, por causa da sua esposa, mandou embora de casa seu velho pai, dando-lhe apenas um couro de boi. O neto viu tudo e seguiu o avô até certo ponto, voltando para casa com metade daquele couro. Interrogado pelo pai sobre a razão de ter guardado metade do couro dado ao avô, ele explicou que iria crescer e se casaria, podendo ocorrer de seu pai morar com ele. Caso ele não se desse bem com sua esposa, daria ao pai aquele couro quando também lhe mandasse embora de casa. O homem, então, tocado por isso, partiu em busca do pai, encontrando-o morto mais de um ano depois. Ao voltar para casa, a esposa e o filho tinham partido, deixando apenas a metade do couro. Esse é um daqueles famosos contos sertanejos, mas muita gente diz que se trata de uma história real. O fato é que, independente de essa história ser fictícia ou não, acontecimentos semelhantes são muito reais por toda parte.

Antigamente, era comum ouvir os filhos chamarem seus pais de senhor e senhora, além de respeitarem suas ordens e demonstrarem grande respeito em sua presença. Isso nem chamava tanto a atenção das pessoas, pois era natural, sendo que a grande maioria dos filhos agia assim. Ultimamente, as coisas têm mudado, tornando esse provérbio ainda mais importante de ser aprendido. Nele, Salomão fala do ato de um filho “amaldiçoar seu pai ou sua mãe”. No Antigo Testamento, essa realidade tinha em mente a base do relacionamento honroso dos filhos para com os pais (Êx 20.12). A punição para os israelitas infratores era a morte (Êx 21.17; Lv 20.9). Por isso, ainda dentro da aliança mosaica, o provérbio aponta a pena capital para filhos que amaldiçoassem seus pais, dizendo que “a luz de sua vida se extinguirá na mais profunda escuridão”. Mas será que a validade desse provérbio expirou junto com a antiga aliança? A resposta será obtida quando entendemos o que o autor quis dizer quando mencionou o ato de um filho “amaldiçoar” seus pais.

O sentido disso está longe da concepção neopentecostal de maldições. Trata-se de palavras que desrespeitam ou desonram os progenitores. Isso pode ocorrer por meio de ofensas verbais. Mas também pode advir por meio de feitos cujas consequências recaem sobre os pais, afetando-lhes o bom nome, o bem-estar ou o respeito dos amigos e da sociedade. A questão é o que ocorre a tais filhos hoje em dia, estando fora da aliança mosaica. É certo que eles não são mais condenados à morte. Mas o Deus que deu a lei aos israelitas no Sinai é o mesmo Deus que governa o mundo dos nossos dias. A velha lei foi abolida, mas não o desejo do Senhor de que os filhos honrem os pais, nem sua reprovação ao desrespeito e ao desprezo pelos progenitores. Assim, o provérbio ainda é válido, ainda que o Senhor agora não utilize os mesmos meios. O filho sábio olha para isso e teme, passando a honrar ainda mais seus pais, tanto por respeito a eles, como por Deus. Quanto aos filhos tolos, todos os dias vemos vários deles nos noticiários da televisão e em páginas policiais.

Pr. Thomas Tronco

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