Sexta, 22 de Novembro de 2019
   
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Provérbios 20.19

  

Provérbios 20.19

“Quem vive contando casos não guarda segredo; por isso, evite quem fala demais” (Pv 20.19 NVI). 

Certo dia, eu conversei com uma pessoa que espalhou informações sigilosas de terceiros, causando muitos problemas. Como havia muita gente chateada e uma discussão era iminente, apressei-me a intervir e tratar o problema enquanto era tempo. Assim, perguntei ao rapaz o que havia acontecido e a quem ele tinha transmitido as tais informações. Ele respondeu: “Eu não disse para ninguém, pois eu sabia o quanto tudo isso era delicado”. Eu insisti: “Mas você não falou para ninguém?”. A resposta foi: “Eu só disse a uma pessoa”. “Quem?”, perguntei eu. Quando ele me falou quem era eu quase quis chorar, pois era a pessoa mais fofoqueira que eu conhecia. Tratava-se de um moço que falava o tempo todo e, quando o assunto acabava, ele dava um jeito de arrumar o que dizer. A tragédia era inevitável.

Normalmente, as fofocas seguem um padrão. Se quem tem a informação de primeira mão for um tolo, ele não aguenta guardá-la para si. Então procura uma pessoa próxima e diz que irá contar um segredo que deve ficar apenas entre eles. A segunda pessoa, por sua vez, também diz a outra e pede para que o ouvinte não conte para ninguém. Isso ocorre até todos saberem o que era secreto ou que simplesmente não dizia respeito a pessoas de fora do círculo particular daquele que é o alvo da fofoca. Por isso, Salomão alerta seus leitores sobre pessoas que não conseguem ser discretas, nem merecem confiança, dizendo que “quem vive contando casos não guarda segredo”. Muita gente se torna alvo desses fofoqueiros por acreditar em suas palavras, as quais normalmente são assim: “Juro por Deus que não vou contar para ninguém”. Esse deve ser o juramento mais violado de toda a história. E não se engane: notícias que correm são perigosas e causam sofrimento, pois a cada ouvido que elas alcançam, assumem uma nova forma ou ganham mais algum detalhe que não corresponde à verdade.

O que fazer, então, para evitar ser alvo de pessoas indiscretas? Exigir que jurem mais? Não! O próprio escritor ensina o que fazer, orientando o leitor para que “evite quem fala demais”. Se não podemos controlar o que os outros dizem, podemos controlar nossa própria boca impedindo que ela conte aos “conversadores” aquilo que não deve chegar ao conhecimento público. Podemos, também, controlar nossos pés para que não fiquem próximos dos tais, pois serão os noticiadores de tudo que nos ocorre. Não temos como evitar todos os comentários e fofocas de tolos a nosso respeito, sendo essa uma parte inevitável da vida. Mas, se a causa de a nossa vida estar na boca de todos é porque nós andamos e confiamos em pessoas que são reconhecidamente fofoqueiras, então os tolos somos nós.

Pr. Thomas Tronco

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