Quinta, 17 de Outubro de 2019
   
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Provérbios 20.16; 27.13

  

Provérbios 20.16; 27.13

“Tome-se a veste de quem serve de fiador ao estranho; sirva ela de penhor de quem dá garantia a uma mulher leviana” (Pv 20.16; 27.13 NVI). 

Morei em um município tradicional na extração de diamantes, onde há uma história muito curiosa. Contam que surgiu na cidade um estranho muito simpático que pagava bebidas para muita gente. Certo dia, ele apareceu com um aparelho que afirmou ser capaz de detectar diamantes em meio à serra. De algum modo, ele conseguiu convencer as pessoas da utilidade da sua engenhoca dando uma prova forjada de funcionamento. Quando todos estavam à vontade com ele, uma grande compra de diamantes foi negociada. No dia de concluir a compra, o forasteiro disse ter ficado sem cheques. Então, pediu a alguém um cheque emprestado, deixando o falso aparelho de encontrar diamantes como garantia. Com isso, pegou os diamantes e desapareceu da região na mesma noite, nunca mais sendo visto.

Esse episódio lembra um texto que alerta sobre o perigo. Salomão supõe a seguinte ordem: “Tome-se a veste de quem serve de fiador ao estranho”. É como se a ordem partisse de um juiz que, sendo informado do não pagamento da dívida pelo devedor, faz com que o fiador tenha de cobrir o débito com todos os seus bens, até o ponto de ter suas próprias roupas tomadas. A segunda parte da ordem, ainda vislumbrando as roupas do fiador, diz: “Sirva ela de penhor de quem dá garantia a uma mulher leviana”. Os textos dos capítulos 20 e 27, que são virtualmente iguais, podem ter uma pequena variação em que um diz “um estranho” enquanto outro traz “uma mulher estranha” — ou “mulher leviana”, expressão que descreve uma prostituta. Independente das possibilidades, o resultado é o mesmo, fazendo com que aquilo que o fiador deu como garantia pela dívida da pessoa estranha lhe seja tomado.

Essa lição é muito importante porque não é raro sentirmos simpatia por pessoas conhecidas há pouco tempo e passar a confiar nelas como se fossem velhas conhecidas. Quanto mais confiável alguém é, mais facilidade tem de confiar nos outros, o que o torna um alvo fácil dos aproveitadores. Por isso, o alerta vale para que nossa credulidade não seja utilizada de modo tolo, mas controlada pela cautela e astúcia do homem sábio. Tomar decisões às pressas ou julgar que se conhece alguém em pouco tempo são características do tolo, pelas quais ele frequentemente paga caro. Por isso, aprender das Escrituras e ouvir conselhos são passos fundamentais para quem não quer cair nesse tipo de enrascada. Quanto aos tolos, o escritor diz que “quem serve de fiador certamente sofrerá, mas quem se nega a fazê-lo está seguro” (Pv 11.15).

Pr. Thomas Tronco

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