Terça, 20 de Agosto de 2019
   
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Provérbios 20.5

  

Provérbios 20.5

“Os propósitos do coração do homem são águas profundas, mas quem tem discernimento os traz à tona” (Pv 20.5 NVI). 

O falecido Dr. Madison Sarratt (1891-1978) foi professor de Matemática por muitos anos na Universidade de Vanderbilt, no Tennessee, Estados Unidos. Antes de dar uma prova, ele sempre discursava à sua classe algo mais ou menos assim: “Hoje eu estou lhes dando dois testes, um de trigonometria e outro de honestidade. Espero que vocês passem nos dois. Mas se vocês tiverem de falhar em um deles, falhem em trigonometria. Há muitas pessoas boas no mundo que não conseguem passar na prova de trigonometria, mas não existem pessoas boas no mundo que não passam no teste de honestidade”. Infelizmente, ainda havia quem colasse na prova, justamente por ser reprovado no quesito honestidade.

A desonestidade é um sério problema da nossa sociedade, razão pela qual cada um deve estar atento a todos os tipos de truques, golpes e armadilhas. O pior de tudo é que, ainda assim, muitos desses golpes funcionam. A razão disso é que o homem tem a capacidade de esconder e mascarar suas intenções, aparentando possuir outras. Sobre isso, Salomão diz que “os propósitos do coração do homem são águas profundas”. Assim como o fundo do oceano é inacessível ao homem — mais ainda nos dias em que o provérbio foi escrito —, os propósitos de uma pessoa são ocultos às pessoas ao redor. Por isso, se alguém tem a intenção de ludibriar outras pessoas ou transmitir uma imagem falsa, isso não é difícil. Basta ela assumir uma postura externa previamente planejada que a faça parecer diferente do que é. E há muita gente boa nisso, tendo facilidade de enganar e conseguir o que deseja por vias escusas.

A solução é simples, mas não é fácil. O escritor, depois de alertar sobre o problema, explica que, apesar de os propósitos do homem estarem ocultos no fundo do coração, “quem tem discernimento os traz à tona”. Significa que nenhum propósito é tão mascarado que não possa ser detectado. Mas, para tanto, é preciso “discernimento”, palavra que é utilizada como sinônimo de “sabedoria” no livro de Provérbios. Por isso, o homem deve aprender de Deus, por meio do estudo da sua Palavra, e conhecer melhor os efeitos do pecado no ser humano e as formas sutis que ele assume. Na verdade, além de expor tais verdades de modo doutrinário, a Bíblia dá um número enorme de exemplos que nos ajudam a comparar os eventos registrados pelos escritores bíblicos com ocorrências do nosso dia a dia, facilitando a detecção de propósitos ocultos. As Escrituras também ensinam a prudência e a paciência, requisitos fundamentais para não se cair em armadilhas ou se deixar levar por belos discursos. Negar-se a aprender de Deus é tornar-se um alvo fácil de pessoas que mentem para prejudicar.

Pr. Thomas Tronco

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