Terça, 22 de Outubro de 2019
   
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Provérbios 19.24

  

Provérbios 19.24

“O preguiçoso põe a mão no prato, e não se dá ao trabalho de levá-la à boca!” (Pv 19.24 NVI). 

Certa vez, um finlandês pagão morreu deixando um documento em que sua fazenda era dada por herança ao diabo. O tribunal, depois de deliberar sobre tão ridícula circunstância, decidiu que a melhor maneira de realizar o desejo do falecido pagão era permitir crescer todo tipo de ervas daninhas e arbustos na terra da fazenda, deixar a casa e o celeiro sem nunca receber reparos ou uma pintura nova, entregues ao apodrecimento, e deixar que o solo empobrecesse e fosse atingido pelas erosões. O tribunal concluiu: “A melhor maneira de deixar Satanás herdar essa fazenda é não fazer absolutamente nada nela”. Nem é preciso dizer que os magistrados consideravam a ociosidade e a preguiça como qualidades satânicas.

Salomão não nutria mais admiração pela preguiça que aqueles magistrados. Aliás, dentre os vários assuntos recorrentes dentro do livro, a indolência é um tema bastante frequente. Nesse provérbio, o rei sábio supõe uma situação absurda, na qual “o preguiçoso põe a mão no prato, e não se dá ao trabalho de levá-la à boca”. A preguiça desse homem hipotético é tão grande que, ainda que faminto, vê a moleza tomar conta de si de tal modo que chega a pegar o alimento na mão, mas não o leva à boca, permanecendo com fome. De maneira literal, não é difícil ver pessoas — especialmente homens sozinhos — que passam fome, não porque não tenham o que comer, mas porque não se dão ao trabalho de cozinhar suas refeições, preferindo guloseimas prontas e nada saudáveis para tapear o estômago. Mas não era nisso que Salomão pensava quando escreveu esse provérbio.

Ele, na verdade, tencionava apontar para uma situação nada absurda e muito frequente. Tem a ver com sustento, mas não por causa da falta de levar a comida do prato à boca. O problema tem a ver com o trabalho, ou melhor, com a falta dele. Seja por não se envolver com o trabalho que lhe supra as necessidades, ou por negligenciar suas responsabilidades profissionais, o preguiçoso passa carência por culpa própria. Usando um dito popular, é o homem que “tem a faca e o queijo na mão”, mas não aproveita. Seu desejo por descanso e sua irresponsabilidade formam uma dupla que supera a responsabilidade que tem para consigo e com seus familiares. Apesar de os problemas gerados por isso serem culpa do próprio preguiçoso, quando ele sofre necessidades não se cansa de lamentar a má sorte — como se fosse o caso — e de exigir ajuda das pessoas ao redor. Por isso, tome cuidado com o modo como você encara o trabalho! Cuidado para não deixar seu tão necessário sustento como herança ao diabo!

Pr. Thomas Tronco

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