Terça, 22 de Outubro de 2019
   
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Provérbios 19.19

  

Provérbios 19.19

“O homem de gênio difícil precisa do castigo; se você o poupar, terá que poupá-lo de novo” (Pv 19.19 NVI). 

Uma jovem muito bonita e educada começou a namorar um rapaz muito diferente dela, alguém para quem os valores cristãos não faziam o menor sentido, coisa que preocupou todos os amigos. Apesar de todos os conselhos, a jovem foi se envolvendo cada vez mais. Passado um tempo, o rapaz começou a mostrar um lado novo que a moça não conhecia. Depois de uma discussão, ele ficou nervoso e bateu nela, causando ferimentos graves. Ela deveria ter ido imediatamente à delegacia e registrado um boletim de ocorrência, deixando que ele pagasse o preço pelo seu crime. Mas não fez isso, pois o namorado disse que nunca mais faria o mesmo. Ela o perdoou e eles se casaram. A história é longa, mas o resumo é que a moça aprendeu que a diferença entre a mulher que apanha e a que não apanha é a existência ou não do primeiro soco. Já que ela relevou a primeira surra, teve de relevar todas as outras que vieram depois.

Essa triste história tem muito a ver com o que Salomão tinha em mente quando escreveu o provérbio em questão. Em primeiro lugar, também fala do “homem de gênio difícil”. Trata-se daquele que se deixa levar pelas emoções e impulsos, valorizando a si mesmo enquanto despreza o próximo. Por tudo isso, fala e faz o que quer. Ele é perigoso e causa sofrimento nos outros sem se importar. Portanto, o texto também afirma que uma pessoa assim “precisa de castigo”. Além de ser o que tal homem merece pela maldade, esse é também o caminho pelo qual ele aprenderá sobre as consequências dos seus atos e talvez siga por veredas melhores. Deve-se lembrar que alguém que chega a um ponto desse certamente foi ensinado muitas vezes e recebeu muita paciência dos outros. Isso, apesar de ser bom, tem um limite e um momento em que a paciência deve ceder lugar ao castigo.

O ensino do provérbio não vai para o homem difícil, mas para as pessoas que o aturam e sofrem com seu procedimento. A eles é dito: “Se você o poupar, terá que poupá-lo de novo”. O sentido é difícil de definir. A primeira possibilidade é que a paciência, nesse caso, é um processo longo até que se obtenha resultado. Mas a segunda possibilidade, mais provável dentro do contexto, é que negar-se a disciplinar o homem de gênio difícil é abrir a porta para novos sofrimentos, pois ele continuará a desprezar os outros e a agir de modo bruto e violento. Por proteção pessoal e benefício do homem difícil, o sábio deve saber a hora em que a paciência deve dar lugar ao juízo. Às vezes, a falta de proteção é a melhor proteção que se pode dar ao homem tolo.

Pr. Thomas Tronco

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