Quinta, 17 de Outubro de 2019
   
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Provérbios 19.17

  

Provérbios 19.17

“Quem trata bem os pobres empresta ao Senhor, e ele o recompensará” (Pv 19.17 NVI). 

Um caso surpreendente e encorajador, narrado nas Escrituras, trata da benevolência dos crentes da Macedônia. Segundo Paulo, os irmãos da Judeia estavam passando por um período de pobreza e fome (Rm 15.25,26). Em meio a tais circunstâncias, os crentes macedônios, que viviam em uma região que não era rica como outras e que passavam por severas perseguições por causa da fé, insistiram muito com o apóstolo para que pudessem participar de uma oferta aos irmãos famintos. Como não eram ricos, deram acima de suas posses (2Co 8.1-4), sofrendo eles mesmos um pouco da fome da Judeia. Até onde sabemos, o Senhor não os tornou ricos por causa disso, a não ser no amor e na graça (2Co 8.7).

Essa é uma disposição que tem desaparecido do mundo moderno, mas que ainda mantém seu encorajamento e sua recompensa. Em parte, os homens se tornaram egoístas e buscam apenas seu próprio bem, desprezando os demais. Por outro lado, há quem se disponha ajudar os necessitados, mas o faz por motivos que, no fundo de seu coração, apontam para si mesmo. Mas a ordem permanece: “Quem trata bem os pobres empresta ao Senhor”. A recompensa também: “E ele o recompensará”. Significa que de bom grado, sem qualquer egoísmo, os servos de Deus devem estar atentos às necessidades dos seus próximos. Quanto à recompensa, ela não é o que os gananciosos esperam, mas o transbordar de um Deus que cuida dos seus e que edifica suas vidas. Não se trata de uma barganha, mas de amor correspondido com mais amor ainda.

A lição é que o servo de Deus deve amar seus irmãos a ponto de compartilhar com eles sua abundância, enquanto lhes toma um pouco de sua carestia para si. Por outro lado, o que o move não deve ser interesse pessoal, seja de riqueza, favores, fama ou admiração, mas amor, compaixão e empatia por quem sofre. Esse conceito, aparentemente de forte cunho neotestamentário, é tão perene que mesmo nos livros da lei era uma tônica entre o povo de Deus: “Se houver algum israelita pobre [...], não endureçam o coração, nem fechem a mão para com o seu irmão pobre. Ao contrário, tenham mão aberta e emprestem-lhe liberalmente o que ele precisar” (Dt 15.7,8). Que o nosso coração também esteja sempre aberto aos necessitados e completamente fechado ao egoísmo e às segundas intenções.

Pr. Thomas Tronco

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