Sexta, 18 de Outubro de 2019
   
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Esqueletos da Missa

Pastoral

Nos tempos em que eu era acadêmico de Direito, havia, no prédio de nossa faculdade, um esqueleto que era usado nas aulas de Medicina Legal. Obviamente, era o esqueleto de uma pessoa desconhecida.Ele tinha as diversas partes unidas por arames e era pendurado pelo crânio num suporte de madeira.

Todos os anos, uma missa era feita para ele. Tomavam-no e o levavam à frente, onde ficava o tempo todo, sempre muito simpático, com um sorriso indissolúvel no rosto. Ali cantavam, rezavam por ele, faziam referências a ele, enfim, tinham-no como o centro de tudo.

Ele, porém, como era de se esperar, não esboçava qualquer reação. Ficava ali com o olhar fixo no vazio, frio e indiferente. A cabeça, literalmente oca, não assimilava nada do que era feito. Para ele, tudo que ali se realizava não fazia qualquer diferença. Aquela missa não lhe trazia nenhum benefício, nem ali nem na eternidade. Por isso, tudo aquilo não passava de uma absurda perda de tempo. Decididamente, culto nenhum é proveitoso para os esqueletos.

Eu me formei em Direito há alguns anos e nunca mais vi esqueletos participando de missas. Por outro lado, acredito que em nossos cultos, muitas vezes, nossa postura não é muito diferente da de um cadáver. De fato, quando, ao longo do tempo de adoração, ficamos alheios a tudo, desligados do nosso propósito central, sorrindo para distrações e fixando os olhos no que não tem importância, em muito nos assemelhamos a esqueletos na missa.

Sejamos, portanto, mais zelosos. Deus quer que o adoremos com inteireza de coração (Jo 4.23-24) e, além disso, cá entre nós, os esqueletos são muito feios e não é bom se parecer com eles.

Pr. Marcos Granconato
Soli Deo gloria

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