Segunda, 28 de Setembro de 2020
   
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O Crime do Padre Amaro

Pastoral

Eça de Queiroz (1845-1900) foi um grande escritor português. Em 1875 ele escreveu um romance intitulado O crime do padre Amaro, no qual faz uma crítica severa à Igreja Católica do seu país em fins do século 19.

A história é interessante. Tudo gira em torno do padre Amaro, o jovem pároco da cidade de Leiria que revela um caráter absolutamente livre de escrúpulos. Amaro mente, calunia, manipula, abusa da boa-fé dos fiéis, seduz uma jovem e até participa do assassinato de um bebê indesejado. E o que mais impressiona é que Amaro sempre encontra santas e piedosas justificativas para essas práticas, sendo incapaz de reconhecer o quanto é sujo e até pensando em como o mundo seria melhor caso nele imperassem religiosos “respeitáveis” como ele.

O crime do padre Amaro é uma obra de ficção. Porém, sabe-se que o escritor a produziu baseando-se no quadro religioso reinante em seu tempo. Assim, o padre Amaro existiu, só que com nomes diferentes e isso deve preocupar os cristãos de todos os tempos.

O retrato de Amaro mostra que alguém pode se refugiar numa religião de aparências e, às escondidas, viver como o canalha mais vil. E isso não é um mal que pertenceu exclusivamente ao catolicismo português do século 19. Há Amaros, ainda hoje, apresentando-se como pastores, missionários e evangelistas, ganhando a admiração de todos, mas sendo, na verdade, pessoas perversas, com vidas e intenções duplas.

É por isso que o crente deve ter cuidado. Não se pode avaliar alguém pela aparência ou pelos jargões que pronuncia. É preciso conhecer a vida dos ministros (Hb 13.7) e só então honrá-los. Do contrário, muitos Amaros vão tirar proveito da nossa credulidade cega.
   
Pr. Marcos Granconato

Soli Deo gloria

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